Rios - RIO DOCE
O rio Doce recebe este nome a partir da confluência do rio Piranga, que nasce na serra da Mantiqueira, município de Ressaquinha, próximo de Barbacena, em Minas Gerais, com o ribeirão do Carmo, cuja nascente fica em Mariana, perto da cidade mineira de Ouro Preto. Seus principais afluentes são os rios Xopotó, Piracicaba, Casca, Santo Antônio, Manhuaçu, Resplendor, Guandu, Caratinga, Suassui pequeno, Suassui grande e o Pancas (na ilustração, a bacia hidrográfica do rio Doce).
Seu curso termina no oceano Atlântico, na localidade de Regência, município de Linhares, no Espírito Santo, onde vai desaguar após percorrer 853 quilômetros, todos dentro da região sudeste. Nesse caminho ele forma uma bacia hidrográfica de 83.400 km2, tamanho quase duas vezes maior que o do território espírito-santense, dos quais 86% pertencem a Minas Gerais, e o restante ao estado capixaba. Nela estão incluídos - total ou parcialmente - 228 municípios. Deles, 202 localizam-se em Minas Gerais, e 26 no Espírito Santo, sendo os mais importantes os de Aimorés, Belo Oriente, Caratinga, Conselheiro Pena, Coronel Fabriciano, Ferros, Galiléia, Governador Valadares, Guanhães, Ipatinga, Itabira, João Monlevade, Mariana, Manhuaçu, Ouro Preto, Ponte Nova, Resplendor, Timóteo e Viçosa, em Minas Gerais, além de Baixo Guandu, Colatina, Linhares e Marilândia, no Espírito Santo
Em dezembro de 2010 completaram-se 510 anos de descoberta do Rio Doce, o que aconteceu no dia 13 de dezembro de 1501. Suas águas barrentas tingiam as do oceano Atlântico e chamaram a atenção dos integrantes de uma esquadra portuguesa que descia do norte para o sul em busca de riquezas. Mas ninguém pode precisar desde quando as margens desse rio eram habitadas, sabendo-se, apenas, que em sua bacia toda a região da Mata Atlântica já era povoada pelos índios, que o chamavam Vatu quando os portugueses chegaram.
O Rio Doce teve importância decisiva na conquista, pelos portugueses, dos atuais estados do Espírito Santo e Minas Gerais. Uma das primeiras expedições que percorreram a região por onde ele desce em direção ao mar, foi a de Sebastião Fernandes Tourinho, que por volta de 1573 partiu de Porto Seguro alcançando terras mineiras. Primeiro ele subiu os Rios Jequitinhonha e Araçuaí, retornando depois, com 400 homens, numa segunda expedição pelo Rio Doce, chegando os rios Santo Antonio e Guanhães. Outros aventureiros também subiram o Rio Doce ainda no século 16, atraídos pelas noticias de que havia ouro e pedras preciosas na região das cabeceiras do rio, e sua descoberta em áreas próximas aos locais onde hoje estão as cidades de Ouro Preto e Mariana, precipitou o chamado Ciclo do Ouro (na ilustração, o rio Doce em Colatina-ES).
Os primeiros registros do nome Rio Doce aparecem no mapa de Jorge Reinel, desenhado em 1540, e em um mapa anônimo feito por volta de 1549. Já a partir de 1550, porém, a maioria das cartas da costa brasileira faz referencia a ele. Em 32 das cartas marítimas desenhadas entre 1550 e 1600, somente em quatro não se pode identificar o nome Doce. No século 16, depois de 1550, nos mapas mais antigos, o que ficou do rio foi um pequeno risco de poucos milímetros, se tanto. Pouco, muito pouco para os seus quase 900 quilômetros de extensão.
Hoje, as empresas que cuidam do fornecimento de água potável, coleta de esgotos e preservação ambiental, consideram que muitos dos problemas detectados na bacia do rio Doce são comuns a outras regiões do país. Segundo essas empresas, eles são causados por desigualdades econômicas e sociais, ocupação desordenada do território e falta de investimentos públicos em infra-estrutura e saneamento. Entre eles a questão dos resíduos sólidos e drenagem urbana, a poluição das águas, a retirada de mata ciliar, o assoreamento de cursos d’água e as cheias e inundações.
Na bacia, a água do rio é captada para satisfazer quatro usos principais: irrigação, indústrias, abastecimento público e energia elétrica. No que diz respeito ao consumo, a agropecuária é a atividade que mais demanda água - pecuária de leite e de corte, suinocultura, lavouras de café, cacau e cana-de-açúcar, além de hortifrutigranjeiros. Em seguida as industriais, ali representadas pela siderurgia (o maior pólo siderúrgico da América Latina está instalado na microrregião do Vale do Aço), metalurgia, mecânica, química, alimentícia, álcool, têxtil, curtume, papel e celulose. A degradação atual da qualidade das águas é resultado de impactos oriundos de todas essas ações, sobretudo, as industriais e as resultantes da mineração de ferro, ouro, bauxita, manganês, rochas calcárias e pedras preciosas. Além delas, embora em escala menor, as propriedades rurais também contribuem para essa poluição em função do uso de pesticidas e herbicidas e da erosão causada pela falta de manejo dos solos (na ilustração, o rio Doce em Linhares-ES).
Acontece em Linhares, na primeira semana de junho, a Festa de Caboclo Bernardo, pescador que salvou 128 marinheiros de um naufrágio na foz do rio Doce, no final do século 19. Todos os anos, tradicionais bandas de Congo capixabas convergem para a vila de Regência, com o intuito de prestar homenagens ao herói.
No século 20, o vale do Rio Doce serviu de caminho para a Estrada de Ferro Vitória a Minas, que impulsionou o crescimento de diversas localidades existentes ao longo de seu percurso.






Prezado Fernando, boa noite\r\n\r\nSou mineiro do município de Rio Doce e gostaria de sugerir uma revisão no texto que fala sobre a nascente do rio Doce,\r\n\r\nGostaria de precisar que o rio Doce nasce sim na referida região, mais especificamente no município de mesmo nome ( Rio Doce), ou seja, em também terras riodocenses. \r\n\r\nTive acesso ao seu site, em função da busca por cidades de minha região e encontrei SEm Peixe, um pequeno município vizinho a Rio Doce. \r\n\r\nSerá um grande prazer , caso se interesse falr sobre mnha terra natal, Rio Doce, também um típica cidadezinha do interior de Minas, com suas particularidades que fazem de Rio Doce um lugar especial para os riocenses.\r\nSite: www.riodoceterra.com.br\r\n\r\n
Otimas as informações, pois cresci ouvindo historias de que a nascente do Rio Doce era aqui na minha cidade, Alto Rio Doce, e descobri que aqui nasce o Xopoto um afluente importante do Rio Doce.