Invenções - LENTES OCULARES
A fabricação de vidros para óculos ganhou base científica quando o físico alemão Josef von Fraunhofer (1787-1826) inventou o espectroscópio em 1814, um aparelho destinado a observar e estudar as radiações luminosas através da decomposição de imagem obtida com a sua reflexão, cuja importância como instrumento prático só foi demonstrada em 1859, pelos pesquisadores alemães Kirchhoff e Bunsen. Mas as origens da espectroscopia remontam ao ano de 1666, quando Isaac Newton (1642-1727), físico e matemático inglês, demonstrou pela primeira vez que um feixe de luz solar poderia ser dividido numa faixa de cores espectrais por meio de um prisma (cristal de faces planas).
Filho de um vidraceiro, Fraunhofer conseguiu emprego no Instituto Óptico de Utzschneider, em Munique, Alemanha, e foi nesse centro de pesquisas que ele adquiriu grande habilidade na fabricação de lentes acromáticas, que refratam a luz sem decompô-la nas cores que a constituem. Antes disso, em 1804, William Hyde Wollaston (1766-1828), físico inglês, já havia desenvolvido lentes especiais de curva profunda que denominou de periscópios, porque seu objetivo era justamente o que o termo dá a entender: permitir que a pessoa tivesse visão completa do que se passava a seu redor.
Daí em diante as pesquisas sobre lentes oculares progrediram rapidamente. Em 1864, o holandês Franz Cornelius Donders (1818-1889), oftalmologista que estudava a regeneração da córnea, a hipermetropia, a ametropia e o astigmatismo, esclareceu muita coisa sobre a fisiologia dos órgãos visuais. Suas pesquisas foram complementadas pelo alemão Hermann Ludwig von Helmholtz (1821-1894), cientista e inventor do oftalmoscópio e do oftalmômetro, que em 1856/1866 investigou a visão das cores e as constantes óticas do olho, explicando o mecanismo de acomodação ocular e o que permite a formação de uma imagem única na visão.
A partir dessa época, o conhecimento sobre o olho não estacionário (mas movimentando-se para os lados, para cima e para baixo) permitiu correções cientificamente mais corretas, de vez que até então o paciente só se beneficiava dos óculos quando olhava diretamente no centro ótico da lente. Em 1910 o cientista alemão M. von Rohr desenvolveu os cristais Punktal, que permitiam boa visão mesmo com o olho em movimento, mas a solução completa para o problema foi dada pelo americano E. D. Tyller, que produziu lentes de curva corrigida para cada caso específico e as patenteou com seu nome em 1917.
Os oftalmologistas do Instituto Penido Burnier esclarecem no site www.saudevidaonline.com.br, que o mecanismo da visão pode ser resumido da seguinte forma: os raios luminosos trazendo uma imagem penetram no olho através da pupila, e são focalizados na retina pela córnea e pelo cristalino. Esta imagem formada na retina é levada ao cérebro onde é processada. Os principais defeitos visuais são a miopia, a hipermetropia, o astigmatismo e a presbiopia
Os principais defeitos visuais são: miopia, hipermetropia, astigmatismo e presbiopia. Na miopia, a imagem formada é embaçada (fora de foco) devido ao fato do globo ocular ser geralmente maior que o normal. Com isso, a imagem forma-se antes de atingir a retina. Este defeito visual tende a aumentar com o crescimento corporal, uma vez que o olho também crescerá. É corrigido por lentes divergentes que irão focalizar a imagem na retina.
Na hipermetropia, temos também uma imagem desfocalizada, mas neste caso, deve-se ao fato do olho ser menor que o normal e a imagem é formada atrás da retina, e não sobre ela como seria o normal. Este defeito visual tende a diminuir com o crescimento corporal pelo aumento do globo ocular. É corrigido por lentes convergentes com o mesmo objetivo de focalizar a imagem nítida na retina.
O astigmatismo é um defeito da curvatura da córnea, que ao invés de esférica é ovalada, fato que gera uma imagem distorcida. É corrigido por lentes cilíndricas. Já a presbiopia é também conhecida como vista cansada, sendo um defeito visual que surge em 100% dos indivíduos com mais de 40 anos de idade, causando dificuldade para a visão de perto (como a leitura, a manipulação de objetos, trabalhos manuais, etc.).
O texto do Instituto Penido Burnier esclarece que todos estes defeitos visuais são facilmente corrigidos com lentes corretamente receitadas pelo oftalmologista.





