Pré-históricos - AMAZONSSAURO
Em fevereiro de 2004 a FAPESP - Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo, divulgou através de sua Edição Impressa 96 que a equipe do Geólogo Ismar de Souza Carvalho, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), apresentara publicamente a reconstituição de uma nova espécie de dinossauro brasileiro. Tratava-se do Amazonssaurus maranhensis, um herbívoro quadrúpede que viveu no Maranhão há 110 milhões de anos.
Medindo de 10 a 13 metros de comprimento, da cabeça à cauda, com 5 metros de altura e pesando cerca de 10 toneladas, ele foi descrito pelos paleontólogos que integravam a equipe de pesquisadores, como o mais antigo saurópode (dinossauros vegetarianos) brasileiro do Cretáceo, período geológico (o último em que esses grandes répteis habitaram o planeta) que foi de 144 milhões a 65 milhões de anos atrás, no qual surgiram as plantas com flores e a América do Sul começou a se separar da África. Seus restos fossilizados foram encontrados às margens do rio Itapecuru, no município de Itapecuru-Mirim (17ª maior cidade do estado), a 130 quilômetros ao sul de São Luis, capital maranhense, em “uma área de transição entre a Floresta Amazônica e o Cerrado, ainda na Amazônia Legal brasileira”. Considerado, por esse motivo, como o primeiro dinossauro amazônico a ser identificado no país, ele foi batizado, então, com o seu nome científico, cujo significado é o de “réptil amazônico”, ou “lagarto da Amazônia”.
O texto da FAPESP esclarece que as “Características marcantes dessa espécie são o pescoço e a cauda mais longos e afilados nas pontas que os dos outros saurópodes. No dorso do Amazonssaurus maranhensis, destaca-se uma pequena elevação: são os prolongamentos das vértebras da coluna, os chamados espinhos neurais, que chegam a 20 centímetros. Segundo o geólogo Ismar Carvalho, a nova espécie é parente distante de um saurópode que viveu na região noroeste da África nesse mesmo período, o Rebbachisaurus garasbae. As vértebras de ambas são bastante semelhantes – sinal de que devem ter evoluído a partir de uma mesma espécie ancestral”.
Continuando, afirma a Fundação que “A descoberta do Amazonssaurus contribuirá para a compreensão de como evoluíram os ambientes terrestres brasileiros no Cretáceo, muito menos estudados que o ambiente marinho desse mesmo período, época em que se formaram as reservas brasileiras de gás e petróleo, situadas no Atlântico. ‘A partir de agora, a análise da evolução dos saurópodes deverá incluir o estudo do Amazonssaurus maranhensis’, garantiu Carvalho”.
Segundo os paleontólogos que o descobriram (os brasileiros Ismar de Souza Carvalho e Leonardo dos Santos Ávila, além do argentino Leonardo Salgado), o Amazonssauro provavelmente vivia em pequenos grupos familiares a fim de se proteger dos predadores. Acredita-se que os machos permaneciam nas bordas dessas pequenas manadas, formando uma espécie de escudo defensivo, ficando as fêmeas e os filhotes no centro. A região por eles habitada era composta, na época, por extensas planícies frequentemente alagadas, o que ficou comprovado diante da presença de outros fósseis encontrados na mesma área.
Os saurópodes viveram em todos os continentes, e seu grupo incluía os maiores animais que já caminharam em nosso planeta. Na ilustração abaixo, um desenho de Ariel Milani, observa-se que o tamanho do Amazonssauro (ao centro) era maior que o de um elefante africano, porém menor que o de um tiranossauro (ao fundo). Mas ele, apesar dos seus dez metros ou pouco mais de comprimento, era pequeno diante de outros animais do mesmo grupo, alguns com corpo que chegava aos quarenta metros.
Um fato curioso apontado em alguns textos que tratam dos dinossauros, é que os vestígios de animais e vegetais encontrados na região amazônica são parecidos com os de espécies que viveram no noroeste africano no mesmo período. Mas como explicar essa semelhança se considerarmos o fato de que a América do Sul, onde fica a Amazônia, e a África estão separadas por um oceano? A resposta de muitos para essa indagação dá mais força à teoria de que há 110 milhões de anos, quando o oceano Atlântico começou a se formar, os dois continentes estavam unidos, mas depois se separaram. E quem pode garantir que não foi isso mesmo o que aconteceu?
Outra informação bem interessante revela que a descoberta dos restos fossilizados do Amazonssauro é resultante de um trabalho iniciado em 1991, quando cinco jovens pesquisadores iniciaram o mapeamento de áreas no interior do Maranhão, a serem usadas no treinamento de alunos de Geologia da Universidade Federal do Rio de Janeiro. Diz-se, a respeito, que eles, em determinado momento, por se encontrarem “tensos e cansados”, resolveram percorrer de barco os rios da região. Em uma das primeiras paradas, às margens do rio Itapecuru, o químico Cândido Simões Ferreira, ao descer do barco, tropeçou em uma grande peça inicialmente confundida com osso de vaca. “Essa era a primeira parte do esqueleto do Amazonssaurus maranhensis, reconstituído a partir de 20 peças preservadas e outros 150 pedaços reunidos ao longo de seis anos de escavações”.
Tão difícil quanto a extração dos fósseis da rocha – diz o texto da FAPESP – foi o reconhecimento do trabalho dos geólogos. Por se tratar de um animal de gênero e espécie não conhecidas, o artigo passou por muitas revisões ao longo de três anos, até ser aceito pela Crétaceous Research, publicação divulgadora de pesquisas sobre todos os aspectos do período cretáceo, incluindo suas fronteiras com o Jurássico e Terciário.






não é bem esse o amazonssauro,ele na verdade tinha vinte mtaproximadamente e pesava vinte toneladas