Outros - CASTIGO DO CEDRO, O
Na floresta, o cedro orgulhoso e imponente bradava aos ventos que passavam por ali, que ele era a majestade, o senhor das matas, diante de quem todos deveriam curvar-se submissos. “Vejam - dizia ele -, como minha fronte ergue-se impávida e altaneira acima de todos os que me cercam, buscando a vastidão dos céus”.
E dizia mais: “É em meus ramos, noite e dia, que a águia altaneira descansa tranqüila de seu voejar sem barreiras, porque somente em mim ela encontra o seu poleiro de confiança. Enquanto isso, o homem, pobre homem, cumpre o negro destino dos infelizes sem esperanças, arrastando-se humilde e insignificante no lodo da mediocridade que o torna cada vez menor”.
Mas o vento levou essas palavras ao homem que passava ali por perto, e este, magoado e enraivecido pelo sarcasmo insolente do pretensioso carvalho, foi até ele e o abateu sem pena, a vigorosos golpes de machado.
Moral da história: Triste é o fim dos arrogantes.
Baseado em fábula de Balthazar Pereira. Ilustração de Corrêa Dias publicada no Livro de Fábula, edição do Anuário do Brasil, 1925





