Capitais - MACEIÓ

O povoamento da região de Maceió, capital do estado de Alagoas, teve início no século 17, após as invasões holandesas. Determinado por uma escritura de 1611, o local constituía a sesmaria de Manoel Antônio Duro, que a havia recebido de Diogo Soares, alcaide-mor (magistrado) naquela região, e tinha “oitocentas braças (medida de comprimento equivalente a 2,2 metros) de costa e fundos, até encontrar o rio Mundaú”. As terras foram transferidas depois para outros donos, e nelas, em 1673, o Rei de Portugal determinou ao Visconde de Barbacena a construção de um forte no Porto de Jaraguá, para evitar o comércio ilegal do pau-brasil (na ilustração, Praia de Ponta Verde).

 

Em meados do século 18 um pequeno povoado começou a ser formado em torno do engenho de açúcar de nome Massayó, uma área de terreno alagadiço que os índios conheciam como Maçai-o-ok, cujo significado é "que tapa o alagadiço", mas que com a chegada dos colonizadores passou a ser chamada de Maceió. Em 05 de dezembro de 1815, com 5.000 habitantes, ele foi desmembrado da cidade de Alagoas (Marechal Deodoro, na atualidade), e elevado à categoria de vila. Embora apresentasse apenas um conjunto de ruelas e edificações rústicas, com uma capelinha construída em homenagem a Nossa Senhora dos Prazeres, no local onde hoje está a igreja matriz, na Praça Dom Pedro II. Nessa época Maceió já era um centro comercial importante, servindo de empório à zona açucareira dos vales do Mundaú e do Paraíba.

 

A vila teve papel importante nos episódios que antecederam a Independência: seus habitantes marginalizavam sistematicamente os portugueses, hostilidade que cresceu depois da abdicação de D. Pedro I (1831), quando os reinóis foram perseguidos e passaram a sofrer até mesmo violências físicas. Em 1839 Maceió foi elevada à condição de capital da província. Durante todo o século 19, e posteriormente no século 20, as atividades portuárias se tornaram as mais importantes da cidade: o Porto de Maceió, ou de Jaraguá, localizado entre as praias de Pajuçara e Avenida, tem hoje o maior terminal açucareiro do mundo, além de ser um dos mais movimentados do Nordeste. Em 2006, seu movimento de carga foi superior a 3,6 milhões de toneladas.

 

O desenvolvimento do povoado foi impulsionado por ele. Com a emancipação política de Alagoas, ocorrida em 1817, o governador da nova Capitania, Sebastião de Melo e Povoas, iniciou a transferência da capital para Maceió, um processo tumultuado que encontrou resistência de homens públicos e da câmara Municipal. Em razão disso, um contingente militar de Pernambuco e outro da Bahia chegaram a Maceió para garantir a instalação do novo governo, o que aconteceu em 16 de dezembro de 1839. A partir daí Maceió consolidou seu desenvolvimento administrativo e político, dando início a uma nova fase no comércio e os primeiros passos em busca da industrialização.

 

As principais atrações da cidade são suas praias com mar de águas mornas e límpidas e ensolaradas praticamente durante o ano inteiro, atrativos naturais que compõem um dos litorais mais paradisíacos do Nordeste Brasileiro. O verde dos coqueirais, em contraste com a brancura da areia, embeleza ainda mais o cenário dessa orla litorânea que se destaca principalmente pela cor do mar ora azul, ora verde. Todas elas são urbanizadas e estão próximas do centro comercial, contando, ainda, com inúmeros restaurantes e bares que servem comidas deliciosas à base de frutos do mar. Além disso, os visitantes também encontram nas boates, casa de shows, cinemas, teatros e outros atrativos ali existentes, o entretenimento tranqüilo que procuram para tornar ainda mais agradável sua temporada de férias na capital alagoana.

 

Maceió é considerada um dos maiores pólos turísticos brasileiros, A cidade recebe anualmente mais de um milhão de turistas vindos da Europa e de vários países da América do Sul. Entre seus muitos atrativos naturais destacam-se a Praia de Pratagy, a de Pajuçara, cuja atração é o passeio de jangada até a piscina natural que se forma na maré baixa entre arrecifes e bancos de areia, à 2 km da costa de Maceió; e que conta com bares flutuantes nos finais de semana, servindo bebidas e tira-gostos; a Praia do Francês;  a Praia de Ponta Verde; a Praia de Jatiúca ; a Lagoa de Mundaú; a Foz do Rio São Francisco; as Dunas de Marapé; o Bairro Histórico do Jaraguá (na ilustração acima), um dos mais antigos de Maceió, e outras mais.

 

Maceió tem uma população de 917.086 habitantes, segundo o Censo de 2010. No seu aspecto físico, a cidade apresenta três planos distintos: a baixada litorânea, com altitude variando entre 2 e 4 metros; o terraço cortado na base do tabuleiro, com altitude variando entre 8 e 10 metros acima do nível do mar; e o tabuleiro - o antigo planalto da Jacutinga - onde se encontram os bairros do Farol, da Gruta, Pitanguinha, Pinheiros e Tabuleiro do Martins, variando de 40 a 50 metros de elevação em relação ao nível do mar. Sua cultura é marcante.

 

O artesanato - com destaques para os trabalhos com renda, palha, couro, madeira e cerâmica - mostra o talento e a diversidade do povo local. Já as festas populares e folclóricas que se realizam anualmente, em datas determinadas, exprimem a tradição e a cultura de sua gente, tanto pelas cerimônias festivas quanto pelos rituais religiosos, reafirmando laços sociais e raízes que aproximam os homens, movimentando e resgatando lembranças e emoções.

 

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