Peixes - TUBARÃO CABEÇA-CHATA
O tubarão cabeça-chata, um dos mais comuns entre esses peixes de grande porte, é encontrado em águas costeiras tropicais e subtropicais de todo o mundo, do lado ocidental da Austrália ao Brasil. Com tamanho que pode chegar aos 3,50 metros, e peso em torno de 230 quilos, ele se tornou conhecido e temido pela agressividade demonstrada contra humanos.
O que é comprovado pelo registro de ataques a banhistas principalmente nas praias de Recife, em Pernambuco, após a inauguração do gigantesco Porto de Suape, em 1992. Mas nesse particular a culpa maior não deve ser atribuída aos tubarões, mas sim aos homens. Porque a construção desse atracadouro implicou na destruição de centenas de hectares de mangues que serviam como berçário para as fêmeas da espécie, além de modificar o curso de dois rios importantes da região. Com isso, as fêmeas que antes procriavam em seus estuários se viram forçadas a procurar o do rio Jaboatão, que fica mais próximo da zona metropolitana da capital pernambucana, e foi aí, então, que começaram os ataques a banhistas e surfistas. "Parece haver uma correlação significativa entre o número de navios do porto e a ocorrência de ataques. Os tubarões reconhecidamente costumam seguir grandes embarcações", afirma o biólogo Fábio Hazin, da Universidade Federal de Pernambuco, em matéria publicada pela revista Mundo Estranho.
Isso acontece porque os tubarões possuem sensores que captam as vibrações das pessoas se movimentando na água, e então se aproximam curiosos do ponto de origem dessas vibrações nadando em círculos cada vez menores, para identificar qual a sua origem. Como são míopes, e por isso não conseguem enxergar com clareza na água turva do mar, eles às vezes costumam atacar braços e pernas do banhista desprevenido, porque são esses membros que se mantêm em movimento, mas em outras preferem afastar-se por não desejarem enfrentar um inimigo desconhecido.
Existem, porém, outros fatores que explicam o problema, acrescenta a revista Mundo Estranho, entre eles a elevação do número de surfistas e banhistas no mar, a crescente pesca de arrasto de camarão (com os barcos despejando na água os restos da pescaria, o que atrai os tubarões), a topografia do relevo submarino da região e até mesmo algumas condições climáticas, como a influência dos ventos nas correntes marítimas. De acordo com o biólogo Fábio Hazia, segundo a publicação, as principais espécies responsáveis pelos ataques são os tubarões tigre e o cabeça-chata, conhecidos pela ferocidade de seus ataques e pelo grande apetite. Uma prova desse poder predatório é que já foram encontrados no estômago de tubarões capturados os mais variados objetos, como placas de carro, garrafas, sacos plásticos e até mesmo latas de cerveja.
O tubarão cabeça-chata tem uma expectativa de vida em torno de 14 anos. Ele vive geralmente em profundidades que vão de um até trinta metros, alimentando-se principalmente de peixes, inclusive outros tubarões, embora existam registros de casos em que tartarugas, golfinhos, pássaros marinhos e até mesmo cães atenuaram seu apetite. Seu corpo tem coloração cinza e a barriga é branca. O nariz é pequeno e bem largo e os olhos pequenos. As fêmeas da espécie, de tamanho maior que o dos machos, são vivíparas, ou seja, alimentam seus embriões através da placenta, e produzem entre 1 e 13 crias por ninhada, após gestação de um ano.
Animais pertencentes à espécie marinha, eles são habitualmente encontrados perto do litoral, próximo às praias, aonde a profundidade chega a trinta metros, mas podem viver por algum tempo em rios e lagoas de água doce. Isso porque possuem uma glândula que evita a perda de sal, o que não acontece com seus parentes. Por isso sua presença já foi observada muitos quilômetros acima da foz de rios como o Amazonas, no Brasil, Mississipi, nos Estados Unidos, e Zambesi, na África.
Por ele ser um dos tubarões mais ferozes que existem, é sempre recomendável a adoção de algumas medidas de segurança quando se pretende nadar em praias onde sua presença já tenha sido constatada. Entre elas estão as seguintes:
- Evitar mergulhar sozinho.
- Não se afastar muito da praia, procurando permanecer sempre onde se possa ficar com os pés na areia. Caso o banhista se afaste muito do trecho raso da beira-mar, e for atacado, vai ser difícil socorrê-lo.
- Não mergulhar caso esteja com algum sangramento.
- Evitar nadar ao amanhecer e entardecer, pois é nessas horas que os tubarões ficam mais atentos.
- Evitar mergulhar caso as águas estejam turvar e as ondas de grande tamanho.
- Se estiver em águas profundas, procurar não mexer muito os braços e as pernas.
- Caso o banhista aviste um tubarão, procurar não se desesperar, pois ele já percebeu sua presença há algum tempo. Tentar nadar, então, até a praia, ou a um barco que porventura esteja nas proximidades.






eu tenho 11 e quero ser biologa procuro saber muito de todos os animais mas os que mais me enprecionam sao os tubaroes nao sei nadar poreci fico ate onde minhas maos concequem alcançar e os meus pes tambem