Universo - SISTEMA SOLAR
O Sistema Solar é o conjunto de corpos celestes que giram em torno do Sol, sob a influência de sua força gravitacional. Ele está localizado a 28 mil anos-luz do centro da Via Láctea, que é um braço da nossa galáxia, e teria se formado, segundo estimativa dos astrônomos, há 4,6 bilhões de anos, como resultado da condensação de uma nuvem de gases provocada pela explosão de uma outra estrela. Composto de hidrogênio e hélio, ele mantém 99% de todo o gás e poeira existente na nuvem da qual surgiu, devendo permanecer ativo por mais 7 bilhões de anos.
Em agosto de 2006 a comunidade científica refez a classificação dos corpos pertencentes ao sistema solar, passando a reconhecer oito planetas e seus satélites (excluindo Plutão, que ainda aparece na ilustração acima), cinco planetas anões e uma infinidade de pequenos corpos (milhares de asteróides, milhões de cometas, meteoritos e poeira interplanetária). Por ordem de proximidade do Sol, os planetas são Mercúrio, Vênus, Terra, Marte, Júpiter, Saturno, Urano e Netuno. Ceres (no Cinturão de asteróides, entre Marte e Júpiter), Eris, Haumea e Makemake (no cinturão de Kuiper, uma área do sistema solar que se estende desde a órbita de Netuno) e Plutão (excluído da lista anterior de planetas), são os planetas anões. Além deles, os pequenos corpos incluem os asteróides do Cinturão de asteróides, e os corpos da Nuvem de Oort.
O cinturão de asteróides (ilustração) é ocupado por fragmentos de rochas. Segundo os astrônomos, tudo o que hoje forma o sistema solar veio de uma nuvem de poeira. Há 4,6 bilhões de anos a gravidade fez com que ela se condensasse no formato de um disco cuja massa era formada por hidrogênio e hélio, os átomos mais leves e comuns do Universo. No centro do disco a matéria ficou tão apertada que os átomos começaram a se juntar uns aos outros, numa fusão nuclear que criou o Sol, uma fonte de energia que empurrou para longe a maior parte dos leves átomos de hidrogênio e hélio. Estes então se aglutinaram para formar Júpiter, Saturno, Urano e Netuno, e como esses elementos eram abundantes, tais planetas ficaram enormes.
Boa parte dos átomos pesados, como o ferro e o oxigênio, ficou perto do Sol, atraídos pela estrela. Mas eles se aglutinaram formando pedrinhas de diferentes tamanhos. Graças à força da gravidade, as maiores trouxeram para junto delas as de menor tamanho, surgindo daí as primeiras rochas que cresceram até formar asteróides. Que também se juntaram formando Mercúrio, Vênus, Terra e Marte, planetas menores e mais densos que Júpiter e seus companheiros no espaço.
Cada uma das “faixas” do disco que originou o sistema solar acabou ocupada por um planeta. Menos uma, entre Marte e Júpiter. Ela ficou cheia de asteróides que não puderam se juntar para formar um astro grande porque eram puxados tanto pela gravidade descomunal de Júpiter, quanto pela do Sol, e por isso a deles não bastou para uni-los. A maior parte dos asteróides que formam o cinturão é do tamanho de pedregulhos com poucos metros de diâmetro, mas alguns são respeitáveis. Dezesseis têm mais de 240 quilômetros de diâmetro, porém o maior é Ceres, com 700 quilômetros. Se fosse trazido para a Terra, ele cobriria a distância entre São Paulo e Florianópolis (na ilustração, Ceres em comparação com a Lua).
O Cinturão de Kruiper é uma área do sistema solar que se estende desde a órbita de Netuno, a 30 UA (Unidade Astronômica) do Sol, até 50 UA do Sol (uma UA equivale a 149.598.000 quilômetros), e reúne milhões de pequenos corpos celestes gelados. Os astrônomos acreditam que muitos cometas que mergulham em direção ao Sol tenham origem nessa região. Os objetos do cinturão de Kuiper são comumente chamados de KBO (Kuiper belt object).
Fonte: Almanaque Abril 2011





