Informações sobre - ANIMAIS ALBINOS
A palavra albinismo, ou albinia, vem da expressão latina “albus” (branco), e identifica uma disfunção que nasce com o indivíduo, caracterizada pela ausência total, ou parcial, de pigmentação na pele, nos olhos, pêlos e cabelos. Essa perturbação funcional está relacionada à incapacidade do organismo em produzir um pigmento denominado melanina (do grego “melan”, negro). E manifesta-se no homem por uma brancura e finura da pele, ao mesmo tempo em que todo o seu sistema piloso toma uma cor que vai do louro muito claro até ao branco do algodão; a pupila, por sua vez, tinge-se de vermelho vivo e a íris não pigmentada se apresenta transparente e rosada. O albinismo é hereditário, sendo, também, freqüente nos pretos.
O albinismo ocorre em todo o reino animal. De acordo com o Missouri Conservationist, publicado pelo Departamento de Conservação do Missouri, pelo menos 300 espécies na América do Norte apresentaram no mínimo um caso registrado de albinismo. Pesquisadores observam que o albinismo ocorre 1 vez a cada 10 mil nascimentos de mamíferos. O albinismo é muito mais comum nos pássaros, ocorrendo 1 vez a cada 1.764 nascimentos. Diluir ou estender a herança genética de uma espécie reduz drasticamente a chance de albinismo.
Segundo a literatura especializada, em um organismo que não possua esta falha genética a melanina é produzida através de um aminoácido conhecido como tirosina. No caso dos albinos, como a tirosinase apresenta-se inativa, neles não ocorrerá a produção de pigmento. “Os animais que têm esse problema vivem com dificuldade na selva.”, diz Chad Staples, curador do Parque de Animais Selvagens Featherdale, em Doonside, Austrália. Que afirma: "Seu índice de sobrevivência é praticamente zero porque os predadores os capturam com facilidade”.
No Featherdale Wildlife Park, em Sidnei, Austrália, os pequenos cangurus albinos são treinados para ficarem à sombra, e os lagartos de língua azul hipopigmentados (que perdem a cor da pele com o tempo) absorvem os raios UV necessários com intensidade especial para diminuir o risco de câncer. Quando se trata de acasalamento, algumas espécies se saem melhor que outras. O pavão albino atrai as fêmeas sem dificuldade, mas os dacelas albinos sofrem rejeição dos cortejadores, diz Staples.
As baleias também se incluem entre os animais com problemas de albinismo. Apesar da crença de que só existam dez exemplares delas no mundo, periodicamente a imprensa tem publicado matérias relativas a esses mamíferos marinhos. Uma delas, publicada na edição de 21/09/2011, de Globo Natureza, com o título de ‘Baleia-jubarte albina aparece e chama a atenção na Austrália’, revela que “A presença de uma baleia-jubarte albina na costa da Austrália intriga e fascina os pesquisadores desde 1991, quando um exemplar macho foi visto pela primeira vez. O site de notícias “Cairns”, da cidade de mesmo nome, publicou em agosto deste ano uma imagem do animal. O fato continua a atrair a atenção da população, que considera a baleia um patrimônio. Ambientalistas inclusive já criaram uma organização que pede proteção na costa de Queensland, região onde o exemplar albino costuma freqüentar durante o inverno antártico. Apelidado de Migaloo, um nome aborígene, a baleia foi classificada como ‘animal de interesse especial’, pelo estado australiano”.
Em 13 de setembro de 2010, terça-feira, a imprensa mundial informou que “Um raro filhote albino de baleia franca austral foi visto na costa da península Valdez, na região da Patagônia, Argentina, nesta segunda-feira, segundo a agência Reuters. De acordo com a WWF, acredita-se que existam 12 mil indivíduos desta espécie no mundo, mas não há estimativas sobre o número de albinos”.
Antes disso, em 07 de agosto de 2006, o grande público tomou conhecimento através dos jornais, de que “Um espécime raro de baleia albina foi visto nadando com sua mãe na baía de Strickland, perto da ilha de Rottnest, na Austrália. O filhote tem cerca de oito semanas de idade e é a primeira baleia albina a ser vista na costa leste do país, de acordo com o Departamento de Meio Ambiente e Conservação”.
A vida em cativeiro dos animais albinos é a única forma de manter sua sobrevivência. Por sua raridade, tornam-se atração em alguns zoológicos do mundo, como os seguintes:
- O gorila Copito de Nieve (Floquinho de Neve), único albino conhecido de sua espécie, que vivia no Zoológico de Barcelona, até sua morte causada por cancro de pele em 24/11/2003. Viveu por 40 anos, e nascera na Guiné Equatorial.
- No zoológico de Barranquilla (Colômbia) vive um espécime de macaco-aranha albino, da espécie Ateles ater, conhecida popularmente pelo nome de Marimonda.
- Mecky Way, um ouriço criado em liberdade, na Alemanha.
- Snowdrop, um pingüim sul-africano albino, que vivia no zoológico de Bristol (Reino Unido) até sua morte em agosto de 2004. Era um dos quatro casos documentados de albinismo nesta espécie.
- Os espetaculares pavões reais albinos dos zoológicos de Connecticut (Estados Unidos) e Lahore (Paquistão).
- Mince, uma cobra albina de 2 cabeças, que foi vista numa exposição de animais exóticos na Suíça.





