Frutas - ABACATE
A princípio julgavam que o abacateiro seria originário da Pérsia, mas depois comprovaram ser ele americano das Antilhas, do México e Guatemala, onde era utilizado como alimento e medicamento pelas civilizações pré-colombianas. Desde essa época procedem muitas de suas mais de quinhentas variedades hoje conhecidas, resultantes de fecundação cruzada e outros fatores.
No século 16, os espanhóis que tentavam se apossar do novo continente recém-descoberto bem que pretenderam levá-lo para a Europa, mas esse projeto deu em nada porque as condições climáticas de suas terras, por serem desfavoráveis a plantas tropicais, não permitiram que isso acontecesse. Mais adiante, já no início do século 19, o abacateiro foi introduzido no Brasil pelos portugueses, e tendo encontrado aqui condições de solo e clima propícios, tornou-se, definitivamente, uma das árvores frutíferas mais cultivadas no país.
O abacateiro não é de porte reto ou pequeno, podendo alcançar, em estado silvestre, altura superior a vinte metros (quando cultivada, sua altura é bem menor). Seu fruto, do qual se pode extrair um óleo semelhante ao azeite de oliva, tem polpa macia e amarelada que protege uma semente bem grande, e sua casca apresenta um colorido que varia entre o verde e o vermelho-escuro, passando pelo pardo, violáceo ou negro. De tamanhos diversos - chegando a pesar, em alguns casos, mais de dois quilos - ele é considerado uma rica fonte de folato, vitamina A e potássio, tendo mais proteína que qualquer outra fruta - cerca de 2 gramas para cada porção de 110 gramas. Possui, ainda, quantidades úteis de ferro, magnésio e vitaminas C, E e B6. Seu único inconveniente é o alto teor calórico - 110 gramas de sua polpa contêm cerca de 200 calorias. Curiosamente, o fruto do abacateiro é considerado legume na maior parte do mundo
Normalmente o abacate deve ser ingerido em seu estado natural, pois se torna amargo quando cozido, mas pode ser acrescentado a pratos quentes já cozidos, servido em forma de saladas ou batido com leite. Consumido ao natural, às colheradas, na forma de creme ou mesmo batido no liquidificador junto com leite, para se transformar numa deliciosa vitamina, o abacate é uma das frutas mais apreciadas pelos brasileiros. Em outros lugares do mundo, contudo, ele é mais conhecido como parte de saladas de verduras e legumes que são servidas acompanhando carnes. Mas não se deve esquecer, porém, que apesar de toda essa sua versatilidade e valor nutritivo o abacate deve ser usado com moderação, uma vez que 110 gramas de sua polpa contêm cerca de 200 calorias e possui mais gordura que qualquer outra fruta.
A maior parte da gordura presente no abacate é benéfica, ou monoinsaturada (assim como acontece nos óleos de canola, oliva, girassol, gergelim e amendoim), não havendo, portanto, tendência para elevação do nível de colesterol no sangue. O mesmo não ocorre com o óleo saturado de palmeiras e outras plantas tropicais, entre eles o de coco, algodão e dendê, além de bacon, da banha de porco e carnes gordurosas e laticínios integrais.
Servido como parte de uma refeição ou lanche com baixo teor de gordura, o abacate contribui na alimentação humana com alguns nutrientes importantes. Cento e dez gramas de sua polpa, ou seja, aproximadamente a metade de um desses frutos de tamanho médio, fornecem 500mg de potássio e mais de um terço da RDA (Ingestão Dietética Recomendada) de folato, ou ácido fólico, uma vitamina do complexo B, além de 10%, ou mais, das RDAs de ferro, magnésio e vitaminas A, C, E e B6. O abacate deve ser servido ao natural, como já foi mencionado, sendo possível, porém, acrescentá-lo a pratos quentes que já tenham sido cozidos, misturando-o com um molho de massa condimentado ou em fatias sobre um peito de frango grelhado.
Ao contrário do que ocorre com a maior parte das frutas, os abacates só começam a amadurecer depois de colhidos. A fruta já desenvolvida pode ser deixada na árvore por seis meses, sem que se estrague. Uma vez colhido, entretanto, o abacate amadurece em poucos dias.
A cultura popular inclui o abacateiro e seu fruto entre as plantas consideradas medicinais porque, segundo muitos acreditam, sua utilização na forma de chá, pomada, emplastro ou outro meio qualquer, tem efeito preventivo ou curativo sobre determinados problemas de saúde. No aspecto nutricional, por exemplo, a gordura monoinsaturada (a mesma do azeite de oliva) existente no abacate, ajuda não só a elevar o nível do bom colesterol (HDL), mas também a remover o mau colesterol das paredes das artérias, diminuindo, assim, o risco de ataques cardíacos. .Além disso, ele é rico em glutationa, anti-oxidante dos mais importantes para o fígado e essencial no metabolismo celular.
O receituário caseiro, entre várias outras recomendações, indica que:
- o chá de suas folhas (duas xícaras, duas vezes ao dia) para os casos de gases intestinais e problemas renais:
- quanto às irregularidades na menstruação, pode-se usar uma xícara do chá das flores, duas a quatro vezes ao dia;
-se o mal for diarréia, disenteria e vermes, usa-se o chá resultante da fervura de duas colheres (café) de caroços torrados e moídos em uma xícara de água morna, três vezes ao dia.
- para tratar cefaléia ou nevralgia, preparam-se as folhas em água quente, que depois de mornas são colocadas sobre a cabeça. O resultado é imediato. O chá também pode ser usado sob a forma de compressa, várias vezes ao dia.
O óleo extraído do abacate é muito bom para combater localmente a dor reumática e a dor da gota.





