Curiosidades - PAQUERAS BEM SUCEDIDAS

O pavão, com sua longa cauda verde e azul em forma de leque, é o responsável pelo cortejo mais deslumbrante do reino das aves. Durante o período de acasalamento, o macho estabelece seu território e fica exibindo-se com pompa e expondo a cauda aberta para as fêmeas que passam pelo local, na esperança de atrair uma companheira que aceite a sua corte. Os bem-sucedidos chegam a acasalar até doze vezes, mas há os que nunca conseguem realizar seu desejo.

 

O sucesso do acasalamento do macho depende principalmente da escolha da fêmea, que se baseia no tamanho da cauda do pavão e, em particular, no número de “olhos” existentes em suas penas: uma cauda longa e com muitos “olhos” demonstra força e disponibilidade de quem a possui, o que impressiona a fêmea. Entretanto, essa extravagante cauda também pode representar um estorvo para o dono, porque sua plumagem é tão incômoda que afeta sua capacidade de voar e escapar de predadores, limitando-lhe as chances de sobrevivência.

 

Mesmo assim, apesar dos problemas, a cauda aumenta suas chances de reprodução, o que está vinculado à teoria da seleção natural de Darwin: quase todas as características físicas, especialmente entre os machos, evoluíram porque ofereciam vantagens.

 

Muitas fêmeas procuram os machos mais robustos para acasalar, buscando garantir, assim, que suas proles tenham grande chance de sobrevivência. Mas algumas não agem dessa forma, seja por não saberem distinguir os machos fortes dos fracos, ou por terem pouco controle sobre quem acasala com elas. Mas serpentes fêmeas européias parecem ter descoberto a solução para esse problema. No início da primavera, quando retornam do período de hibernação com ovos prontos para serem fertilizados, elas liberam uma essência para demonstrar aos machos que estão disponíveis para o acasalamento. A víbora européia acasala em abril (ilustração ao lado). Depois de uma sensual corte, o macho, de pele clara, passa a língua na pele da fêmea e vibra seu corpo contra o dela. Os filhotes nascem no fim de outono, e medem cerca de trinta centímetros de comprimento.

 

Quando o canário e o pintassilgo têm filhotes híbridos (resultantes do cruzamento de animais de espécies diferentes), estes são conhecidos como mulas, e assim como as mulas – cruzamento de burro com égua -, são estéreis. Normalmente, cruzas desse tipo são feitas somente entre os animais domésticos, já que no reino selvagem é muito raro o acasalamento entre duas espécies diferentes. A seleção natural favoreceu os indivíduos que só respondem aos sinais de cortejo de sua própria espécie.

 

Animais da mesma espécie normalmente se reconhecem pela aparência, mas os que cortejam no escuro possuem outro recurso. Sapos e grilos, por exemplo, têm seus próprios chamados. Os vaga-lumes, que são besouros noturnos, encontram seus parceiros ao emitirem luzes que piscam na parte inferior de suas laterais.

 

Espécies diferentes piscam em ritmos diferentes. A luz do macho preto norte-americano pisca em intervalos de 5,7 segundos quando ele está voando em busca de uma companheira. E quando ele se encontra a 3 ou 4 metros de distância de uma fêmea no chão, ela pisca em resposta.exatamente 2,7 segundos depois dele. Alguns vaga-lumes chegam a piscar luzes de cores diferentes – laranja, quando estão voando, e verde, quando estão no chão.

 

É impossível distinguir, a certa distância, qual a diferença entre a andorinha macho e a andorinha fêmea. Exames minuciosos demonstraram que a plumagem do macho é mais brilhante que a da fêmea, mas a diferença principal entre os dois está no fato de que as pontas da cauda bifurcada dele são mais longas que as da dela.

 

Na andorinha macho (ilustração acima), tanto o comprimento como a simetria da cauda revelam o que uma fêmea necessita saber sobre ele quando estiver à procura de acasalamento. O macho precisa de muita energia para fazer sua cauda crescer, e por isso somente os fortes e robustos conseguem tê-la de longo tamanho. As fêmeas preferem acasalar com os que se enquadrarem nessa condição, os quais, por sua vez, são os primeiros a encontrar parceiras para o “casório” durante a primavera. As andorinha que reproduzem mais cedo, acabam tendo tempo no verão para produzir uma nova ninhada.

 

 

Fonte: Segredos do Mundo Animal

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