Curiosidades - CARDUMES, BANDOS E MANADAS

Quantos mais olhos existem para vigiar os predadores, mais chances de sobreviver têm os indivíduos. Por isso os animais de numerosas espécies procuram segurança na multidão.

 

Aglomerados em grandes bandos que às vezes chegam a centenas de milhares, os flamingos (na ilustração ao lado) dão aos lagos alcalinos do vale Great Rift, na África, um delicado tom rosado. São poucos os animais grandes que conseguem tolerar as águas alcalinas ricas em algas flutuantes (plantas aquáticas mínimas) e pequenos organismos no fundo da lama. Os flamingos pequenos e grandes alimentam-se lado a lado; os menores filtram as algas através dos bicos, e os grandes, menos numerosos, filtram as criaturas da lama.

 

Em razão das margens alcalinas cáusticas os lagos oferecem alguma proteção contra os caçadores terrestres, e os flamingos vivem aí em imensas colônias. Todo dia os adultos voam para buscar mais comida e água fresca para beberem e se lavarem. Os bandos alçam vôo em massa, cada ave tirando vantagem da corrente de ar da outra à sua frente. Muitas aves voam em bando, sentindo-se assim mais seguras. Quando um bando de estorninhos detecta uma ave de rapina, eles juntam-se ainda mais porque os predadores tentam atacar os que ficam para trás.

 

Os peixes agem da mesma forma. Por exemplo: os arenques formam cardumes para se protegerem contra os peixes maiores, as aves marinhas e também mamíferos marinhos como as focas. Quando estão em bando, é difícil identificá-los individualmente, e daí, portanto, cada arenque tem menos probabilidade de ser comido se permanecer no meio da multidão. Na ilustração ao lado, sardinhas em cardume movem-se como se fossem um só peixe. Mesmo que um predador as ameace, elas tentam não se dispersar, coordenando os movimentos enquanto fogem. Na verdade, trata-se de uma reação egoísta, pois cada peixe tenta colocar o outro entre si próprio e o perigo que se aproxima.

 

O cardume move-se como se fosse uma unidade, cada peixe reagindo rapidamente aos movimentos do vizinho. O tempo de reação é marcado pela seleção natural. Como os caçadores pegam os retardatários, só os mais rápidos sobrevivem e se reproduzem.

 

Por serem muito grandes as emas não conseguem voar quando precisam fugir. Além de os machos atingirem 2,40m de altura e pesarem 150 quilos, suas lindas penas brancas e pretas não ajudam na camuflagem. Já as fêmeas, um pouco menores, têm plumagem bem menos brilhante. Portanto, as emas contam com sua visão privilegiada e grande velocidade – cerca de 72 quilômetros/hora – para se afastarem do perigo.

 

Elas se alimentam de folhas, flores e sementes, e como têm a cabeça sempre perto do chão quando comem, não conseguem prevenir-se contra os lobos famintos. Por isso tendem a alimentar-se em pequenos grupos, onde uma a duas vigiam enquanto as outras comem. Dessa forma, cada uma pode passar mais tempo comendo e menos tempo vigiando. Havendo sempre uma de sentinela, o grupo sente-se mais seguro: uma ema pastando sozinha olharia para cima mais ou menos a cada dois minutos, o que daria ao caçador a chance de aproximar-se. Mas se houver sempre uma delas levantando e abaixando a cabeça, torna-se mais difícil o predador não ser visto.

 

As emas à vezes misturam-se com manadas de gnus e zebras, que também andam em bandos. Quanto maior a manada, maior a chance de sobrevivência de cada animal. Como, em geral, os caçadores pegam os mais velhos, os doentes ou os mais novos, o animal adulto e saudável tem mais chance de sobreviver.

 

Fonte: Segredos do Mundo Animal

 

 

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