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ESCALA DE TEMPO GEOLÓGICO

 

Geologia é a área da ciência que estuda o processo de formação e composição da Terra, fornecendo uma visão geral da evolução do planeta desde o seu surgimento até os dias de hoje. Alguns dos campos de estudo relacionados à geologia são a geofísica, que analisa fenômenos químicos relacionados ao planeta; a mineralogia, que estuda a propriedade dos minerais; e a paleontologia, voltada para a busca e a análise de fósseis de plantas e animais.

 

O escocês James Hutton (1726-1797) é considerado um dos pais da geologia moderna. Ele desenvolveu um dos princípios fundamentais dessa ciência ao defender a idéia de que o relevo da Terra fora formado durante um longo processo de transformações naturais, pensamento que confrontava diretamente a visão bíblica de que nosso planeta tinha sido criado havia apenas 6 mil anos, para abrigar a espécie humana.

 

A partir daí a história geológica da Terra foi dividida em vários intervalos de tempo, cada um com características específicas a respeito da forma de vida e das rochas encontradas no planeta. Não há consenso total a respeito dessas divisões, nem da precisão de sua cronologia. Porém, a escala de tempo geológico mais aceita pela comunidade científica é a organizada pela ICS, sigla em inglês para a Comissão Internacional de Estratigrafia, a principal entidade mundial a trabalhar com as classificações e definições dessa área da geologia.

 

Na escala da ICS, a maior unidade de medida de tempo é o éon. A seguir vem as eras (subdivisões dos éons); os períodos (subdivisões das eras); as épocas (subdivisões dos períodos); e as idades (subdivisões das épocas). O conjunto de éons, eras e períodos que se estende do início da formação da Terra - há cerca de 4,5 bilhões de anos -

a aproximadamente 530 milhões de anos atrás, compõe um grande intervalo de tempo geológico chamado Pré-Cambriano, que responde por quase 90% da história do nosso planeta. Em razão do número muito maior de informações e evidências científicas - encontradas na forma de fósseis, por exemplo –, o intervalo de tempo mais detalhado da história da Terra é justamente o posterior ao Pré-Cambriano, que faz parte de um único éon, o Éon Fanerozoico, subdividido nas eras Paleozóica, Mesozóica e Cenozoica. Confira, abaixo, alguns detalhes sobre o que acontecia no planeta e com suas formas de vida nos principais intervalos da escala de tempo geológico da ICS.

 

PRÉ-CAMBRIANO (de 4,5 bilhões a 542 milhões de anos atrás).

Durante a era Pré-Cambriana surgem as primeiras evidências de vida na Terra, há cerca de 3,8 bilhões de anos. São organismos microscópicos que permanecem nessa forma por bilhões de anos.

 

ERA PALEOZOICA (de 542 milhões a 251 milhões de anos atrás).

Período Cambriano – de 542 a 488 milhões – É caracterizado por uma grande explosão no número de formas de vida bem mais complexas, que ainda habitam apenas os oceanos do nosso planeta. Algumas das espécies surgidas neste período têm mais de um metro de comprimento.

Período Ordoviciano – de 488 a 443 milhões – Prossegue a diversificação da vida marinha e com isso surgem os primeiros peixes da Terra. O fim desse período é marcado pelo resfriamento do planeta. A queda da temperatura leva a uma grande extinção de espécies.

Período Siluriano – de 443 a 4l6 milhões – O clima no planeta muda novamente, agora com o aumento da temperatura. Com o derretimento de geleiras, o nível dos mares sobe bastante. Aparecem as primeiras plantas que conseguem sobreviver na terra, e não apenas na água.

Período Devoniano – de 4l6 a 359 milhões -  Uma das marcas do Período Devoniano é o aumento da diversificação das espécies primitivas de peixes. Surgem também as primeiras florestas no planeta, além de animais com hábitos anfíbios, capazes de viver tanto na terra como na água.

Período Carbonífero – de 359 a 249 milhões – O clima quente e úmido favorece o desenvolvimento, nas florestas, de árvores com mais de 30 metros de altura. Entre os animais há uma enorme diversificação das espécies de anfíbios, e os primeiros répteis conseguem vagar pelo planeta.

Período Permiano – de 299 a 251 milhões – Os répteis se espalham, crescem e dominam o cenário. Mudanças climáticas deixam a Terra mais árida e levam à maior extinção da história do planeta, que atinge 96% das espécies marinhas. É o marco do fim da Era Paleozóica.

 

ERA MESOZÓICA (de 251 a 65 milhões de anos atrás)

Período Triássico – de 251 a 199 milhões – Praticamente toda a massa de terra do planeta está unida. Nesse único supercontinente, o Pangeia, surgem os primeiros dinossauros, incluindo gigantes herbívoros como o plateossauro, com 9 metros de comprimento.

Período Jurássico – de 199 a 145 milhões – Começa a fragmentação do Pangeia, que dará otigem aos atuais continentes. É o período da supremacia dos dinossauros no planeta, que se diversificam em várias espécies. Aparecem os primeiros ancestrais das aves.

Período Cretáceo – de 145 a 65 milhões – Num clima mais quente que o atual, aves e mamíferos se desenvolvem, mas a supremacia ainda é dos dinossauros, que alcançam sua máxima evolução. É a época de espécies como o tiranossauro e o velociraptor.

 

ERA CENOZÓICA (de 65 milhões até os dias de hoje)

Período Paleógeno – de 65 a 23 milhões – A passagem da era Mesozóica para a Cenozóica  é marcada por uma grande extinção em massa, possivelmente provocada pela queda de um asteróide na Terra. Os dinossauros são extintos e os mamíferos ganham espaço para se diversificar.

Período Neógeno – de 23 a 2 milhões – Durante este período os continentes ganham uma configuração praticamente igual à atual. Surgem os primeiros ancestrais da espécie humana, como os hominídeos da espécie Australopithecus (na ilustração acima)

Período Quaternário – Só nesse último período é que aparece o Homo sapiens. O Quaternário é marcado por várias glaciações, tendo a última grande Idade do Gelo ocorrido entre 50 e 10 mil anos atrás. Após ela começa o desenvolvimento das civilizações humanas.

 

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