Baías e enseadas - BAÍA DE PARANAGUÁ

BAÍA DE PARANAGUÁ 

Paraná

 

A baía de Paranaguá está localizada no estado do Paraná. Sua área de 677 mil km2 subdivide-se em algumas baías menores (Antonina, Laranjeiras, Pinheiros e outras), possuindo em seu interior várias ilhas de maior e menor tamanho (Teixeira, Pedras, do Mel, Cotinga, Rasa de Cotinga, Cobras, Palmas, etc.), além de comunidades de pescadores,

 

Uma das mais vastas e belas baías de toda a costa brasileira, ela abriga em sua margem esquerda a cidade de Paranaguá, onde se encontra instalado o complexo portuário que tem o seu nome. Ele é o segundo de maior importância econômica no país, uma vez que perde apenas para o porto de Santos, no litoral paulista.

 

Cercada pela serra do Mar e Mata Atlântica, a região compreende manguezais, canais, águas abertas, ilhas e barras, num dos trechos mais piscosos do litoral paranaense. O acesso à baía é feito através do Canal da Galheta, que fica ao sul da Ilha do Mel, sendo balizado até a entrada dos portos de Paranaguá e Antonina. Ele foi dragado para permitir a entrada dos navios de carga na baía, permitindo-lhes chegar aos seus portos de destino.

 

Karl Julius Platzmann (1832 -1902) foi um pintor e botânico alemão que chegou ao Rio de Janeiro em 18 de julho de 1858 a fim de aprimorar sua arte voltada para o exótico. Dois dias depois ele rumou para Paranaguá, onde permaneceu durante seis anos na ilha dos Pinheiros, dentro do Parque Nacional do Superagüi, litoral norte do Paraná, no município de Guaraqueçaba. Nela é possível ver formações costeiras arenosas, exemplares da Floresta Atlântica, restingas e manguezais, além dos belíssimos papagaios chauá e o mico-leão-da-cara-preta.

 

Ao longo desse tempo Platzmann estudou e desenhou centenas de tipos de plantas, animais, aves e insetos, dedicando-se, inclusive, a várias experiências no campo da taxidermia, técnica de montar ou reproduzir animais para exibição ou estudo. Em abril de 1864 ele retornou ao seu país, publicando, a partir daí, catálogos e livros sobre a fauna brasileira (na ilustração, a ilha do Mel, situada na entrada da baía”.

 

Recentemente, texto do jornal paranaense “A Gazeta do Povo”, sobre a baía de Paranaguá, diz o seguinte:

 

“Uma ilha linda. Situada no meio da baía cercada por montanhas cobertas, para onde se olhe, pela floresta; nenhuma rocha despida nem escarpas. Semeando uma paz maravilhosa (...) Na luz matinal, apareciam montanhas lateralmente batidas de sol. O marulhar das ondas, o sibilar do vento na copa das palmeiras, o chilrear dos grilos, o canto nunca ouvido de pássaros e outros ruídos ainda desconhecidos soavam nos meus ouvidos. Esta foi a primeira impressão que o botânico alemão Julius Platzmann teve ao chegar ao litoral paranaense, em 1858. Mais de 150 anos depois, suas experiências sobre a baía parnanguara, relatadas em inúmeras cartas enviadas aos pais que permaneceram na Alemanha, foram divulgadas em seu raro livro Bai Von Paranaguá”..

 

 

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