Parques e reservas - FLORESTA NACIONAL DO TAPAJÓS - Pará
FLORESTA NACIONAL DO TAPAJÓS
Pará

A Floresta Nacional do Tapajós é uma Unidade de Conservação do tipo Floresta Nacional, criada pelo Decreto Federal número 73.684, de 19 de fevereiro de 1974. Tem área de 545 mil hectares, aproximadamente, e está localizada a oeste do Estado do Pará, abrangendo os municípios de Belterra, Aveiro, Rurópolis e Placas. Faz limite com os rios Tapajós e Cupari, e com a rodovia BR 163, que liga Santarém, segundo município mais importante do Pará, a Cuiabá, capital do estado de Mato Grosso.
Ela é definida pelo SNUC - Sistema Nacional de Unidades de Conservação da Natureza - como sendo uma área com cobertura florestal de espécies predominantemente nativas. Seu objetivo básico é o uso múltiplo sustentável dos recursos florestais e a pesquisa científica, com ênfase em métodos para exploração sustentável, sendo permitida a permanência de população tradicional já existente na época da sua criação. Em 2004 essa população era composta por aproximadamente 1.200 famílias distribuídas em 26 comunidades e vivendo da agricultura de subsistência e do extrativismo vegetal. A Unidade é administrada pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio).
A Floresta Nacional do Tapajós é conhecida por suas belezas naturais. O grande rio que banha as terras ribeirinhas muda de cor a cada hora do dia - ficando azul, amarelo, laranja, vermelho e prateado. Também muda de tamanho. No inverno, quando chove bastante, fica bem cheio, formando os igapós (trecho da mata inundada). De canoa é possível andar no meio da floresta. Já no verão, o rio baixa, fica encolhidinho, quando aparecem as praias com suas areias brancas possibilitando a atividade da piracaia (peixe assado na brasa). A água limpa e transparente é repleta de peixes de diferentes espécies.
Nos lagos, perto das palmeiras buritis, encontram-se tracajás, jacarés e pássaros - alguns raros. Os igarapés que cortam as terras da Floresta Nacional têm águas frias e limpas, propícias para um bom banho. Ao seu redor tem açaizais, bacabais e outras palmeiras que são importantes fontes de alimento.
Subindo a serra o turista que visita a floresta pode admirar a exuberância de suas árvores altas e grossas, como a sumaúma. E também as de madeira de lei, como o cedro, o jatobá, e outras que fornecem óleos, entre elas a andiroba e a copaíba, além de seringueiras mostrando em seus troncos os cortes em diagonal por onde se extrai a seiva leitosa que produz. São tantas as espécies, e com frutos tão diferentes que fica difícil conhecer todas elas, mas as castanhas do Pará e a sapucaia podem ser vistas.
De acordo com o Plano de Manejo da Unidade, as áreas permitidas a visitação são as seguintes: Área Populacional, Área de Manejo Florestal Madeireiro, Área de Manejo Florestal não-madeireiro, Corredor Ecológico e Área Administrativa.
Nessa Unidade são desenvolvidas as atividades turísticas de caminhada, banhos no rio e igarapés, visita a projetos comunitários e de pesquisa, passeios de canoa, flutuação e contato com a cultura local. Um guia local acompanha os visitantes em todas as atividades na comunidade. Estes encontrarão, ainda, diversos artesanatos feitos pela comunidade que reside na Floresta, tais como cestas de palha, colares de sementes, objetos com o ouriço da castanha-do-Pára, animais em madeira, bolsas de couro ecológico, móveis de madeira com formato de animais, além de óleos vegetais e mel.
São sete o número de comunidades envolvidas nas atividades de Ecoturismo na Floresta Nacional do Tapajós: Maguari; Jamaraquá; Tauari; Pini; Prainha; Paraíso e Itapuama
O turista deve trazer seu protetor solar, óculos de sol, repelente, roupas e calçados confortáveis e adequados à trilha, binóculos, boné ou chapéu e capa de chuva. E no caso de ser alérgico, os medicamentos pessoais. Se ele optar pelo transporte de barco deverá levar o lixo que produziu de volta à cidade, ou então encaminhá-lo a um lugar adequado na comunidade. O lixo é um material poluente que causa sérios danos a aos animais, plantas e a água.
Cuidados devem ser tomados ao se tomar banho nos igarapés e rio, devido à presença de raias e jacarés. Em passeios de canoa pela floresta deve-se, também, evitar tocar nos arbustos, pois existem animais difíceis de serem vistos. Além disso, usar sempre colete salva-vidas. Para aumentar as chances de avistar animais, é preferível fazer silêncio e não usar roupas de cores muito fortes.
Como o turista/visitante visitará uma área de proteção ambiental com população tradicional ali residente, alguns itens devem ser observados, tais como: não retirar qualquer material da Unidade, como plantas, ovos, flores, animais, sementes, peças arqueológicas e outras mais, pois isso é proibido; nem tampouco entrar em residências ou fotografar ou filmar as pessoas sem a prévia permissão das mesmas.
Fonte: ICMBio – Instituto Chico Mendes





