Crustáceos - BARATINHA DO MAR

BARATINHA-DO-MAR

 

A baratinha-do-mar, cujo nome científico é Lígia exótica, trata-se de um pequeno crustáceo de no máximo 4 centímetros de comprimento, dotado de uma carapaça acinzentada, encontrada em todo o Brasil nas praias com rochas batidas pelas ondas.

 

Sua coloração varia do cinza esverdeado até marrom amarelado. Também são conhecidas pelos nomes de baratinha, baratinha d’água, baratinha-das-pedras, bichinho-de-conta, bicho-de-conta e papa-breu.

 

De hábitos terrestres, ela é vista geralmente nos dias nublados ou chuvosos, correndo em bando e rapidamente (consegue dar 16 passos por segundo) nas docas, cais e sobre as pedras no litoral. na linha da maré, acompanhando o ritmo do vai-e-vem das ondas marinhas. Já nos dias ensolarados procura abrigar-se entre as frestas das rochas porque necessita de umidade para sobreviver. Por isso geralmente deixa seu abrigo ao  entardecer, quando a luz e o calor solar já não lhe podem causar qualquer problema.

 

Para poder crescer as baratinhas-do-mar precisam se desfazer do exoesqueleto apertado (uma cutícula resistente, mas flexível, que cobre o corpo de muitos animais, fornecendo proteção para os órgãos internos, suporte para os músculos e evita também a perda de água) e formar um novo, um processo designado muda ou ecdise. Essa troca acontece em duas etapas: primeiro muda a parte posterior, e depois de algum tempo a parte anterior. Por isso não é difícil que sejam vistas baratinhas-d0-mar com a parte posterior do corpo brilhante, enquanto a parte anterior quase não tem brilho.

 

Muito procuradas pelos homens para servir de isca em suas pescarias, tem também contra elas as aves e outros crustáceos que são seus predadores naturais.

 

Mas a principal ameaça que enfrentam é a crescente poluição das águas com produtos tóxicos e oleosos. Problema que, aliás, vem afetando cada vez mais a fauna marinha e as aves que encontram no mar a sua alimentação.

 

A barata-do-mar pertence à ordem denominada Isópoda, que engloba pequenos crustáceos achatados e sem carapaça, podendo ser marinhos ou terrestres. Os terrestres, 120 tipos diferentes no Brasil e 3,600 no mundo, são encontrados em habitats variados que vão desde a zona litorânea até os desertos. Entre eles estão o tatu-bola e o tatuzinho de jardim.


Muito parecida com a barata, a baratinha-do-mar é, na realidade, um crustáceo inofensivo. Ela vive nas pedras, junto ao mar, em grupos de vários indivíduos, usando como mimetismo (forma usada por alguns animais para modificar seu visual tentando parecer com o meio ou com outros animais) o artifício de apresentar coloração mais clara ou mais escura, dependendo do local em que vive.

 

As baratinhas-do-mar têm o abdome curto com os segmentos fundidos total ou parcialmente. Seu primeiro par de antenas é curto, mas o segundo pode ser bastante longo. Os olhos são compostos e não pedunculados. O abdome e o tórax normalmente têm a mesma largura  e não ficam claramente demarcados dorsalmente. O primeiro par de apêndices torácicos faz parte da armadura bucal, e os restantes são pernas que servem para rastejar.

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