E a H - FESTA DA PITOMBA - JABOATÃO DOS GUARARAPES (Pernambuco)

FESTA DA PITOMBA

 

A pitombeira (Talisia esculenta) é uma árvore  encontrada da região Amazônica à Mata Atlântica (do Nordeste ao Rio de Janeiro). Com copa arredondada e altura que pode chegar aos doze metros, ela produz um fruto carnudo e saboroso, muito consumido tanto pelo homem como por animais. Sua frutificação ocorre no verão, de janeiro a abril, podendo adiantar ou atrasar de acordo com as chuvas.

 

 Esse fruto - a pitomba - é de pequeno tamanho (cerca de três centímetros, em média), tem formato arredondado, casca dura e quebradiça de coloração marrom-clara. Em seu interior, uma a duas sementes envoltas por polpa esbranquiçada rica em vitamina C, suculenta, doce, levemente ácida e de sabor agradável, que é consumida ao natural ou usada na preparação de licor.

 

A pitomba é conhecida em algumas regiões pelos nomes de olho-de-boi, pitomba-da-mata, caruiri e outros. Além de nomear a fruta, a palavra pitomba também tem o significado de bofetão, sopapo, tapa, sendo usada, ainda, para dizer que uma pessoa não vale nada (ele não vale uma pitomba). Vendida nas feiras e praias das regiões Norte e Nordeste do país, em cachos atados em feixes, ela dá nome a uma tradicional festa pernambucana, a Festa da Pitomba, comemorada há mais de três séculos.  

 

A Festa da Pitomba ocorre juntamente com a dedicada a Nossa Senhora dos Prazeres - padroeira da cidade de Jaboatão dos Guararapes, no estado de Pernambuco -, uma tradicional comemoração religiosa realizada no Parque Histórico Nacional dos Guararapes, situado naquela localidade. Ela relembra a vitória do povo pernambucano sobre os holandeses, conquistada em 1648, e que redundou na expulsão definitiva dos invasores europeus. Seu nome popular de Festa da Pitomba surgiu porque o evento se realiza na época de produção dessa fruta.

 

As duas festas (a religiosa e a profana) tiveram origem em 8 de novembro de 1656. Nesse dia o general Francisco Barreto de Menezes (1616-1688), administrador colonial português, governador de Pernambuco e posteriormente governador-geral do Brasil (1657 a 1663), assinou documento dispondo sobre a doação para a Ordem Beneditina de Olinda, da capela existente no local onde foi travada a Batalha dos Guararapes. Nele consta textualmente a seguinte ressalva: “Neste altar deverá ser celebrada missa todos os dias santos, e todos os anos deverá exaltar Nossa Senhora dos Prazeres, com grandes festejos e muita pompa”. A partir de então os beneditinos cumprem esse compromisso, que ocorre a partir da segunda feira após o domingo de páscoa.

 

Os festejos  populares são realizados paralelamente às comemorações religiosas,  com feiras de artesanato, parque de diversões, apresentação de bandas de músicas, cantadores, repentistas, grupos de danças folclóricas, maracatu, pastoril, comidas típicas regional e muitas outras atrações. Esta forte relação entre as homenagens que se fazem aos santos da Igreja Católica, e os festejos populares, que acontecem em todas as épocas e em todas as regiões do Brasil, tem em comum o forte compromisso em resgatar a tradição religiosa, cultural, histórica e social do povo brasileiro.

 

Em 2011, no período compreendido entre 24 de abril a 02 de maio, o Monte dos Guararapes serviu como palco para a 354ª edição da Festa de Nossa Senhora dos Prazeres, comemorada juntamente com a Festa da Pitomba, apresentando ao público presente, durante nove dias, atrações que satisfaziam todos os gostos e preferências. Além do calendário religioso, a programação da festa popular incluiu comidas típicas, cantadores, repentistas, danças folclóricas e apresentação do patrimônio histórico de Jaboatão.

 

Segundo Marcela Lino, jornalista jaboatonense e técnica em turismo, “Ao mesmo tempo em que a festa reunia milhares de pessoas no Alto da Cidade, a I Feira Literária de Jaboatão dos Guararapes (Fliguara) também foi realizada, atraindo os olhares de quem aprecia poesia, conto e crônica. Durante o evento prestou-se uma homenagem a Lula Côrtes, multiartista e assessor especial da Secretaria de Cultura de Jaboatão dos Guararapes, que faleceu no dia 26 de março deste ano”.


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Comentários:

  1.   eliene oliveira diz:

    adoro essa festa tem muitas coisas tipicas e contores maravilhosos