Esopo - AVARENTO, O

AVARENTO, O

 Esopo

 

http://fernandod.com.br/images/textos/AVARENTO.jpgNum canto do jardim de sua casa o avarento escondeu o pote onde guardava as moedas de ouro que acumulara ao longo da vida. E todas as noites, antes de dormir, ele  o desenterrava para ver se o seu tesouro continuava à salvo, intacto, e ali ficava por algum tempo, saboreando o prazer de ter nas mãos as peças metálicas que juntara uma a uma.  

 

Até que essa sua rotina de visitas diárias ao esconderijo das moedas acabou despertando a curiosidade de um ladrão, que passou, então, a observar o que o avarento fazia. E poucos dias depois, em uma noite sem lua, esse amigo do alheio resolveu verificar de perto o que o dono da casa estava ocultando. Foi assim que ele desenterrou o pote e levou consigo as moedas de ouro.  

 

No dia seguinte, quando o avarento descobriu que fora roubado, a aflição e desespero o dominaram. E por isso, inconformado, ele gemia, chorava e puxava os próprios cabelos, quase os arrancando. Nesse momento, alguém que passava pelo local escutou os seus lamentos. E solícito, procurou saber o que acontecera.

 

- Roubaram meu ouro! Levaram tudo! - balbuciava  aos prantos o avarento. – Alguém entrou no meu quintal e o roubou de mim!

 

Vendo o buraco aberto no chão, o estranho perguntou:

 

- Seu ouro! Ele estava nesse buraco? Por que você o colocou aí, ao invés de deixá-lo dentro de casa, que além de ser um lugar mais seguro é onde, também, lhe ficaria mais fácil pegá-lo quando precisasse comprar alguma coisa?

 

- Comprar? – exclamou indignado o avarento. - Você não sabe o que está dizendo, moço. Porque eu jamais o usaria para comprar o que quer que seja, mesmo que estivesse precisando. Nunca pensei em gastar uma só das minhas moedas de ouro!

 

Ao ouvir esse desabafo o estranho pegou um pedregulho, jogou-o dentro do buraco vazio e aco0nselhou o avarento antes de afastar-se:

 

- Se o caso é esse, meu amigo, então enterre essa pedra. Tenho certeza de que ela terá para você o mesmo valor do tesouro que lhe tomaram.

 

 

Moral da história: Qualquer bem ou objeto só tem valor quando o usamos.

 

Baseado em uma fábula de Esopo.


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Comentários:

  1.   Borges diz:

    pel PRIMEIRA VEZ VISITEI SEUS ESCRITOS E COMO SEMPRE GOSTO DE LER ESTÓRIAS E HISTÓRIA ADOREI, MUITO BOM ISSO ENRRIQUECE NOSSA CULTURA E DESENVLVE A CULTURA. FORTE ABRAÇO