Mamíferos - RATO DOMÉSTICO

Rato é o nome dado a numerosas espécies de mamíferos roedores, distribuídas em várias famílias que ocorrem em quase todo o mundo. Quando há dez mil anos os homens começaram a plantar e a colher nas férteis planícies do Oriente Médio os cereais de que necessitavam, os ratos selvagens adotaram essa nova e abundante fonte de alimentos e se mudaram para as fazendas e depósitos de cereais.

 

Com a expansão das comunidades humanas os ratos fixaram residência em suas casas, dividindo sua comida e se beneficiando da proteção de suas paredes e telhados. Assim, o rato selvagem acabou se transformando no rato doméstico, acompanhando o homem onde quer que ele se estabeleça e adaptando-se a esses novos ambientes.

 

Escondidos em malas de viagem ou compartimentos de comida, os ratos eram transportados pela Europa, e de lá para o resto do mundo, nos navios mercantes. Com o passar dos anos alguns grupos de ratos domésticos desenvolveram características que os ajudaram a sobreviver em seus novos ambientes. Os que habitavam lojas refrigeradas, por exemplo, passaram a ter pêlo mais longo e grosso, para se protegerem das temperaturas baixas de suas tocas.

 

Os roedores, como ratos e camundongos, têm forte instinto maternal, o que é explicado pelo fato de que os filhotes da maioria dessas espécies nascem cegos e pelados, e portanto morreriam facilmente caso fossem abandonados. Para manter seus filhotes aquecidos e isolados do frio a mãe roedora constrói um ninho com pêlos do seu peito, deitando-se às vezes sobre as crias para mantê-las aquecidas. Além do mais, como muitos roedores não conseguem regular a temperatura do seu corpo entre os dez e quatorze dias iniciais, os filhotes, ao sentirem frio, avisam a mãe com um assobio muito agudo, acima da capacidade de percepção do ouvido humano, e ela vem imediatamente em seu socorro, apertando-os com o seu corpo.

 

Por outro lado, se um deles cair do ninho avisa da mesma maneira, sendo resgatado pela mãe e levado de volta para lá. As roedoras também lambem seus filhotes a todo instante, para limpá-los e induzi-los a urinar e defecar, atividade que eles não fazem espontaneamente no início da vida. E como boa mãe que são, elas ingerem a urina para que o ninho permaneça limpo.

 

O rato doméstico é um reprodutor rápido e prolífero, e onde o clima for ameno e a comida abundante, ele pode atingir proporções de praga. Em 1941 e 1942, os biólogos registraram nos Estados Unidos cerca de 82 mil ratos domésticos por acre de terra, cuja medida varia de nação para nação (em correspondência às medidas normalmente usadas no Brasil, na Inglaterra o acre tem 40 ares e 47 centiares; na Escócia, 51 ares e e 43 centiares, e assim por diante. Um are corresponde a 100 metros quadrados). Esses roedores vivem nas proximidades das habitações humanas, geralmente no interior de galerias subterrâneas bastante profundas, e representam um sério perigo à saúde pública porque são portadores do bacilo da peste bubônica, que pode passar para o organismo do homem quando este é picado pelas pulgas próprias dos ratos.

 

De forma geral o rato doméstico têm 9,5cm de comprimento, com rabo de comprimento quase idêntico, cerca de 30g de peso, pata e cabeça relativamente pequenas e grandes olhos e orelhas, sendo muito fácil distinguí-lo de uma jovem ratazana comum. A fêmea da espécie, que atinge a maturidade sexual em cerca de 12 semanas, produz de 7 a 8 ninhadas por ano, com média de 16 crias em cada uma delas, sendo de duas semanas o período da sua gestação. Eles comem cerca de 3g de alimentos e bebem até 3ml por dia, se a dieta for particularmente seca, mas podem sobreviver sem nenhuma água adicional.

 

Os roedores distinguem-se dos outros animais pelos dentes de que são dotados. Eles possuem um par de incisivos no maxilar superior e outro par dos mesmos no inferior, separados dos molares por um longo espaço sem dentes (diastema). Os incisivos são curvados para o interior e vêm recobertos de uma camada exterior muito dura. A camada interior se gasta mais rapidamente que a exterior, o que importa em dizer que os dentes sempre estão bem afiados, possibilitando ao animal causar danos até nos muros e nos cabos elétricos. Como os dentes incisivos crescem constantemente, os roedores são forçados a utilizá-los constantemente, para que se gastem.

 

Dentro da família dos roedores, são as ratazanas e os ratos os que causam mais danos aos produtos armazenados, mas além deles, os esquilos também podem causar perdas. No Brasil, as três espécies mais importantes desses pequenos animais são a ratazana preta ou doméstica (Rattus rattus); a ratazana comum (Rattus norvegicus); e o rato domestico (Mus musculus).

 

 

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