Vermes - MINHOCA GIGANTE DE WASHINGTON

MINHOCA GIGANTE DE WASHINGTON

 

http://fernandod.com.br/images/textos/MINHOCA GIGANTE DE WASHINTON 1.jpgA região conhecida como Palouse, no extremo noroeste dos Estados Unidos, abrange parte dos territórios estaduais de Washington e Idaho, vizinhos do Canadá.

 

Desde o final do século 19 os fazendeiros locais passaram a ocupar, paulatinamente, suas imensas pradarias, cobertas por gramíneas perenes, com culturas agrícolas, especialmente trigo e leguminosas, deixando-a reduzida, atualmente, a pouco mais de 1% da área original. O que transformou a pradaria nativa em um dos ecossistemas mais ameaçados dos Estados Unidos

 

Esse é o habitat da minhoca-gigante-de-washington (Driloleirus americanus), também conhecida como minhoca-gigante-de-palouse, descoberta pelos pesquisadores em 1897. Segundo se acredita, o solo fértil dessa região, composto por ricos depósitos de cinzas vulcânicas e matéria orgânica, sustentao verme durante as estações secas. Assim como todos os animais desse gênero, elas são hermafroditas, ou seja, têm, ao mesmo tempo, as funções sexuais do macho e da fêmea. Quando vão acasalar, uma fica com a cabeça paralela à cauda da outra  e vice-versa, para haver um intercâmbio de espermas, que passa diretamente do canal masculino de cada minhoca para o canal feminino da outra. Essa transferência mútua evita que as minhocas fecundem seus próprios ovos, pois isso faria com que perdessem a vantagem fundamental do sexo: misturar seus genes com p do parceiro (ou parceira), para produzir filhotes variados. Mas existem exceções.

 

http://fernandod.com.br/images/textos/MINHOCA GIGANTE DE WASHINGTON 2.jpgAs minhocas são animais que não se movem pelo trabalho dos músculos sobre as juntas, mas pela interação dos mesmos com a pressão hidráulica. Seu corpo é, na verdade, um tubo muscular preenchido de fluido e como este não pode ser comprimido, a contração muscular faz com que elas se estiquem e empurrem sua ponta no solo. Quando os músculos estão relaxados, ela fica mais curta e mais gorda, até que a próxima pressão muscular de seus fluidos a faça avançar novamente. Tensionando ou relaxando os músculos a minhoca pode virar em qualquer direção, pois a contrapressão de seu torna seu tubo constante e flexível.

 

Embora tenha sido considerada extinta na década de 1980, essa minhoca gigante, encontrada alguns metros abaixo do nível do solo, foi vista, depois disso, em três diferentes oportunidades. Isso motivou a entidade World Conservation Union - UCN (União Internacional para a Conservação da Natureza e dos Recursos Naturais) a considerá-la, em 2001, como espécie ameaçada de extinção. Posteriormente, em 2006, ambientalistas solicitaram a inclusão da espécie na lista de animais protegidos pelo Endangered Species Act (Lei das Espécies Ameaçadas), o que foi recusado. Tal decisão levou, então, várias organizações ambientalistas a processar a agência para “assegurar que o verme gigante em extinção receba a proteção que merece”.

 

No final de abril de 2010 o jornal New York Times informou que pesquisadores da Universidade de Idaho tinham descoberto dois desses vermes em um pedaço de pradaria nativa próximo à cidade de Moscow, naquele estado, constatando, decepcionados, que apesar do nome eles mediam em torno de 18 cm ao serem retirado do solo, e 25 cm quando se encontravam “relaxados. Segundo o noticiário, os pesquisadores afirmaram que “as minhocas tinham o corpo translúcido e a cabeça rosa”, e de tamanho maior que as espécies mais conhecidas, o que as deixava bem longe do mito que se criou em torno dessa variedade animal..

 

Os pesquisadores afirmam que minhocas gigantes existem na África e na Austrália e eles pensavam que essa poderia ser uma versão do América do Norte. Mas um deles declarou ainda acreditar que minhocas gigantes de Palouse podem ser encontradas, já que costumam ficar em profundidades maiores - de cerca de 4,5 m -, podendo descer ainda mais ao sentirem a vibração causada pelos cientistas na procura.

 

A reportagem mencionada ressalta, ainda, que para encontrar os dois espécimes os cientistas utilizaram um aparelho que dispara choques por meio de oito eletrodos no solo, em um círculo com cerca de 30 cm. Esse método, afirmam eles, foi o que trouxe às minhocas para um ponto mais próximo da superfície.

 

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