Greco-romana - MNEMÓSINE
MNEMÓSINE
Mnemosine, ou Mnemósine, deusa que personificava a memória, era uma das seis Titânides filhas de Urano (o Céu) e de Gaia (a Terra), que integravam a primeira geração das divindades na Grécia.
As outras cinco tinham os nomes de Febe, Rea, Téia ou Tia, Têmis e Tetis. Na ilustração ao lado, a deusa pintada por Dante Gabriel Rossetti, pintor e poeta inglês (1828/1882).
Na mitologia grega, os Titãs (masculino) e as Titânides (feminino) enfrentaram Zeus e os deuses olímpicos na sua ascensão ao poder (outros oponentes foram os gigantes Tifão e Ofion).
Eles e elas eram divindades muito antigas que continuaram presentes na mitologia grega clássica, sendo incluídos no esquema genealógico dos deuses entre os descendentes de Urano.
Segundo a lenda, Zeus (Júpiter), o deus maior do Olimpo, metamorfoseou-se em pastor para seduzi-la durante nove noites seguidas no monte Pieria, uma região da antiga Macedônia, nascendo dessa união as nove Musas:
- Calíope (Poesia Épica)
- Clio (Historia)
- Érato (Poesia Romântica)
- Euterpe (Música)
- Melpômene (Tragédia)
- Polímnia (Hinos)
- Terpsícore (Dança)
- Tália (Comédia)
- Urânia (Astronomia)
É de seu nome que vem o termo de composição mnemo, que exprime a idéia de memória, como em mnemônica - arte de fortificar a memória e estimulá-la por processos artificiais, ligando idéias abstratas e fatos difíceis de serem lembrados, a coisas concretas ou idéias mais familiares. Ou mnemotecnia, que é a arte de fortalecer a memória tornando-a mais apta pare reter o que se lhe confia.
Mnemósine era aquela que preservava as pessoas do esquecimento, a perda de lembrança que na teoria grega sobre a origem e a evolução do universo ou dos corpos (cosmogonia), aparece como o rio Lete cruzando o Tártaro, a morada dos mortos. Dele “as almas bebiam a água quando estavam prestes a reencarnarem-se, e por isso esqueciam sua existência anterior”. Os mitos dos povos primitivos, que procuravam explicar a criação do mundo, são atualmente considerados tentativas cosmogônicas destituídas de qualquer valor científico.
Mnemósine era onisciente: segundo Hesíodo (Teogonia, 32, 38), pois sabia "tudo aquilo que foi, tudo aquilo que é, tudo aquilo que será". Ela é normalmente representada como uma severa matrona numa atitude recolhida, às vezes com um buril e um estilete na mão, ora como uma donzela enterrando um prego.





