Mamíferos - FOSSA
FOSSA
A Ilha de Madagascar, oficialmente República de Madagascar, está situada no oceano Índico, ao largo da costa de Moçambique, no continente africano. Dona de uma das maiores diversidades de flora e fauna em todo o planeta, ela abriga enorme quantidade de pássaros, répteis e anfíbios, dos quais muitos existem apenas em seu território.
Um deles é conhecido popularmente como Fossa (Cryptoprocta ferox). Maior mamífero carnívoro encontrado somente nas florestas daquele país, ele tem a aparência de um gato comprido de coloração castanho-avermelhada, com cabeça relativamente pequena, focinho curto e assemelhado ao dos cães, temíveis dentes felinos e orelhas redondas semelhantes à da doninha. Tem uma longa cauda como a dos macacos, quase tão comprida quanto o restante do próprio corpo, o que lhe dá o equilíbrio necessário para movimentar-se com velocidade por entre os galhos superiores das árvores, seja para afastar-se de qualquer ameaça ou perseguir e capturar lêmures, primatas que constituem sua alimentação predileta.
Os machos da espécie têm até 80 centímetros de comprimento corporal, e as fêmeas, 70, enquanto o tamanho da cauda oscila entre 70 e 90 centímetros. Com peso variando entre 6 e 10 quilos, para os machos, e 5 e 7 quilos para as fêmeas, eles têm esperança de vida em torno de 15 anos, enquanto livres na natureza, mas que pode chegar aos 20 anos, se estiverem em zoológicos. A idade de reprodução desses animais tem início por volta dos 4 anos, sendo de 3 meses o tempo médio de gestação das fêmeas, findo os quais nascem entre 2 e 4 filhotes com peso entre 80 a 100 gramas.
Atualmente, esses animais são considerados como ameaçados de extinção devido à devastação continuada e progressiva de seu habitat natural. Atualmente, considera-se que das florestas originais de Madagascar menos de 10% continuem intactas, isso em razão da atividade agropecuária e exploração madeireira.
Plantígrados, ou seja, caminhando com a sola dos pés apoiada no chão, os fossas têm garras curtas e retráteis que lhes permitem chegar às partes mais altas das árvores com facilidade. E é lá em cima que costumam ficar escondidos nas horas de calor, quando não estão caçando. E fazem isso de forma tão eficiente que somente há pouco tempo constataram não serem eles bichos noturnos, pois também costumam ficar ativos durante o dia.
Esses animais são caçadores eficientes, atacando com rapidez e de forma certeira as presas que pretendem transformar em alimento. Como comida é comida, as vítimas podem ser animais anfíbios, aves e mamíferos, principalmente lêmures. Seu modo de vida é solitário, mas na época do verão procuram parceiros para reprodução. Segundo relatos de pesquisadores a esse respeito, a fêmea vai ao topo de uma árvore onde aguarda a chegada de machos atraídos pelo odor sexual que ela então exala. Esses candidatos ficam nos galhos mais baixos, e lá começam a brigar entre eles até que se descubra qual é o mais forte. Definido esse ponto, o vencedor sobe até o galho nupcial onde a fêmea o espera para o acasalamento.
Consumado o ato, as brigas entre candidatos continuam, pois a fêmea insatisfeita se mostra disposta a acasalar-se com outros vencedores. Mais adiante, após algumas semanas e quase na hora de dar à luz, ela desce da árvore e prepara um ninho de folhas em um cupinzeiro velho ou então no oco de uma árvore.
Os filhotes nascem sem dentes e com os olhos fechados, dependendo muito das mães durante suas primeiras semanas de vida. Seus olhos se abrem do 16º ao 25º dia de vida, mas seu desenvolvimento é lento e por isso eles não saem da toca até o quarto mês de vida. Na época apropriada eles aprendam a buscar sua própria com a rapidez, habilidade e eficiência necessárias. Quando isso acontece, então cada um deles passa a cuidar de si mesmo.
Nos últimos 20 anos a população de Fossas diminuiu em torno de 30%. Em 2000 já havia menos de 2.500 deles em diferentes partes de Madagascar. Por serem os maiores predadores da ilha, esses animais não têm inimigos naturais, a não ser os habitantes locais que não hesitam em matá-los porque atacam galinhas de fazenda. Além disso, seres humanos estão tomando o habitat natural desses mamíferos, o que os força, agora, a competir por alimento com espécies introduzidas, como cães domésticos e gatos selvagens. Existem também doenças que os ameaçam, como a raiva, introduzida na ilha pelos cães,
Isso lhes rendeu a classificação de “vulneráveis” na lista vermelha da União Internacional para a Conservação da Natureza e dos Recursos Naturais (IUCN), desde 2008.





