Mamíferos - FOSSA

FOSSA

 

 http://fernandod.com.br/images/textos/FOSSA 1.jpgA Ilha de Madagascar, oficialmente República de Madagascar, está situada no oceano Índico, ao largo da costa de Moçambique, no continente africano. Dona de uma das maiores diversidades de flora e fauna em todo o planeta, ela abriga enorme quantidade de pássaros, répteis e anfíbios, dos quais muitos existem apenas em seu território.

 

Um deles é conhecido popularmente como  Fossa (Cryptoprocta ferox). Maior mamífero carnívoro encontrado somente nas florestas daquele país, ele tem a aparência de um gato comprido de coloração castanho-avermelhada, com cabeça relativamente pequena, focinho curto e assemelhado ao dos cães, temíveis dentes felinos e orelhas redondas semelhantes à da doninha. Tem uma longa cauda como a dos macacos, quase tão comprida quanto o restante do próprio corpo, o que lhe dá o equilíbrio necessário para movimentar-se com  velocidade por entre os galhos superiores das árvores, seja para afastar-se de qualquer ameaça ou perseguir e capturar lêmures, primatas que constituem sua alimentação predileta.

 

Os machos da espécie têm até 80 centímetros de comprimento corporal, e as fêmeas, 70, enquanto o tamanho da cauda oscila entre 70 e 90 centímetros. Com peso variando entre 6 e 10 quilos, para os machos, e 5 e 7 quilos para as fêmeas, eles têm esperança de vida em torno de 15 anos, enquanto livres na natureza, mas que pode chegar aos 20 anos, se estiverem em zoológicos. A idade de reprodução desses animais tem início por volta dos 4 anos, sendo de 3 meses o tempo médio de gestação das fêmeas, findo os quais nascem entre 2 e 4 filhotes com peso entre 80 a 100 gramas.

 

http://fernandod.com.br/images/textos/FOSSA 2.jpgAtualmente, esses animais são considerados como ameaçados de extinção devido à devastação continuada e progressiva de seu habitat natural. Atualmente, considera-se que das florestas originais de Madagascar menos de 10% continuem intactas, isso em razão da atividade agropecuária e exploração madeireira.

 

Plantígrados, ou seja, caminhando com a sola dos pés apoiada no chão, os fossas têm garras curtas e retráteis que lhes permitem chegar às partes mais altas das árvores com facilidade. E é lá em cima que costumam ficar escondidos nas horas de calor, quando não estão caçando. E fazem isso de forma tão eficiente que somente há pouco tempo constataram não serem eles bichos noturnos, pois também costumam ficar ativos durante o dia.

 

Esses animais são caçadores eficientes, atacando com rapidez e de forma certeira as presas que pretendem transformar em alimento. Como comida é comida, as vítimas podem ser animais anfíbios, aves e mamíferos, principalmente lêmures. Seu modo de vida é solitário, mas na época do verão procuram parceiros para reprodução. Segundo relatos de pesquisadores a esse respeito, a fêmea vai ao topo de uma árvore onde aguarda a chegada de machos atraídos pelo odor sexual que ela então exala. Esses candidatos ficam nos galhos mais baixos, e lá começam a brigar entre eles até que se descubra qual é o mais forte. Definido esse ponto, o vencedor sobe até o galho nupcial onde a fêmea o espera para o acasalamento.

 

http://fernandod.com.br/images/textos/FOSSA 3.jpgConsumado o ato, as brigas entre candidatos continuam, pois a fêmea insatisfeita se mostra disposta a acasalar-se com outros vencedores. Mais adiante, após algumas semanas e quase na hora de dar à luz, ela desce da árvore e prepara um ninho de folhas em um cupinzeiro velho ou então no oco de uma árvore.

 

Os filhotes nascem sem dentes e com os olhos fechados, dependendo muito das mães durante suas primeiras semanas de vida. Seus olhos se abrem do 16º ao 25º dia de vida, mas seu desenvolvimento é lento e por isso eles não saem da toca até o quarto mês de vida. Na época apropriada eles aprendam a buscar sua própria com a rapidez, habilidade e eficiência necessárias. Quando isso acontece, então cada um deles passa a cuidar de si mesmo.

 

Nos últimos 20 anos a população de Fossas diminuiu em torno de 30%. Em 2000 já havia menos de 2.500 deles em diferentes partes de Madagascar. Por serem os maiores predadores da ilha, esses animais não têm inimigos naturais, a não ser os habitantes locais que não hesitam em matá-los porque atacam galinhas de fazenda. Além disso, seres humanos estão tomando o habitat natural desses mamíferos, o que os força, agora, a competir por alimento com espécies introduzidas, como cães domésticos e gatos selvagens. Existem também doenças que os ameaçam, como a raiva, introduzida na ilha pelos cães,

 

Isso lhes rendeu a classificação de “vulneráveis” na lista vermelha da União Internacional para a Conservação da Natureza e dos Recursos Naturais (IUCN), desde 2008.

 

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