Curiosidades - FUGINDO DOS PREDADORES

O  lagarto-basilisco pertence à família dos iguanas e pode ser encontrado nas florestas úmidas da América Central e do Sul. Ele se alimenta de insetos, aranhas e outros animais pequenos que busca nas margens de algum rio, mas às vezes essa sua condição de caçador se inverte, transformando-o, então, em caça de algum predador que esteja à procura de qualquer coisa para comer. Apanhado de surpresa, o lagarto assustado só tem uma saída para escapar do desagradável destino que pretendem lhe dar: a de correr pela superfície da água. Mas mesmo que afunde logo depois, as poucas passadas que consegue dar já são mais que suficientes para afastá-lo do predador, seja ele qual for. Em seguida, já a uma distância adequada e conveniente do inimigo, o basilisco pode sair nadando, mergulhar ou ficar submerso por até dois minutos, uma tática útil na hipótese do predador ser uma ave de rapina.

 

Quando foge, o lagarto-basilisco fica de pé, e usando as patas traseiras sai correndo em alta velocidade. Suas pernas longas e fortes e seus pés com dedos longos e escamados lhe permitem andar sobre a água, razão pela qual também é conhecido em alguns lugares pelo nome de lagarto Jesus Cristo. Sustentado pela tensão superficial da água e pela expansão dos próprios pés, o basilisco anda o suficiente para deixar seu perseguidor para trás, em terra firme. Durante o dia esses delgados lagartos cuidam de alimentar-se, e à noite costumam dormir em arbustos debruçados sobre pequenos rios, de onde podem facilmente se atirar na água em caso de perigo.

 

Já o podura, inseto muito pequeno (menos de 5mm), existe em toda parte: nos vasos de flores, nos rochedos e ninhos, nas planícies e montanhas, na superfície do solo ou muitos centímetros abaixo. Por isso a família se distribui em muitas espécies, todas com a mesma estrutura corporal. Ele é um dos maiores saltadores entre os insetos, mas como é diminuto e se move muito depressa quando salta, seus feitos raramente são vistos pelo homem. Somente quando os cientistas conseguiram fotografar o seu pulo – em exposições de um décimo de milésimo de segundo – é que suas habilidades acrobáticas foram inteiramente apreciadas.

 

Quando ele se assusta, pula no ar e executa ao menos um salto mortal no caminho. A direção não tem importância, pois o que interessa é escapar. Esse jeito de fugir gasta muita energia, mas tem a vantagem de surpreender o atacante. Esse pulo resulta de um apêndice em forquilha, normalmente preso na parte inferior do seu corpo, como um alfinete de segurança fechado. Quando o rabo é solto, bate no chão com tanta força que o podura é jogado para cima, rodopiando. Esse mesmo princípio aplica-se à larva da mosca da fruta do Mediterrâneo, outra criatura que se livra de seus atacantes saltando para o ar. Ao primeiro toque de uma vespa ou formiga, a larva se enrola, agarrando a ponta do rabo com pequenos ganchos da boca. Então retesa a pequena camada de músculos abaixo da pele, forçando a pele das costas a esticar-se. Quando ela solta a tensão, é lançada para o ar, rodopiando, podendo pousar a cerca de 13cm de distância em um quarto de segundo. Quando bate no chão ela demora um momento para retomar o equilíbrio, e depois repete a ação umas trinta vezes. Esse método de locomoção é tão bem sucedido que a larva também o usa quando está procurando uma toca adequada para se transformar em mosca de fruta adulta.

 

Coelhos e lebres foram feitos para correr. Suas longas e potentes patas traseiras lhes dão velocidade, e os tufos de pêlo entre seus dedos fortes lhes dão estabilidade. Para lhes garantir a dianteira, eles também têm orelhas grandes e olhos aguçados, que os ajudam a distinguir um predador ao longe. Embora tentem não serem vistos ficando estáticos até o perigo passar, podem mover-se muito rápido, quando necessário. Algumas lebres maiores chegam a uma velocidade de 80km por hora.

 

Se um predador, como uma raposa, for avistado ainda ao longe, o coelho ou a lebre costuma levantar-se nas patas traseiras, talvez para mandar a mensagem: “Eu te vi, sou forte e estou em boa forma. Perseguir-me é jogar energia fora”. Mas quando a perseguição começa, o animal ziguezagueia para desequilibrar o seu perseguidor e impedir que ele ganhe velocidade.

 

Na África, as gazelas e os impalas dão um salto no ar quando percebem a aproximação de um leão ou de um leopardo. O motivo desse comportamento ainda é controvertido entre os biólogos, acreditando-se que talvez seja para avisar ao predador que ele foi visto e que a perseguição vai ser dura, ou então para avisar a manada. Segundo outra teoria, esse salto talvez permita que as gazelas vejam sobre a grama alta e localizem outros perigos, como leões de tocaia, antes de decidirem em qual direção devem correr. Quando forçados a fugir, esses antílopes também ziguezagueiam loucamente para impedir que o predador alcance velocidade máxima.

 

Os cangurus australianos locomovem-se a uma velocidade de até 64km por hora, saltando com as duas pernas traseiras ao mesmo tempo, mantendo as dianteiras contra o peito e usando a grande cauda para maior equilíbrio. Os adultos normalmente saltam mais alto que um metro e meio, mas podem superar obstáculos do dobro dessa altura quando são perseguidos por dingos, uma subespécie de lobo, assim como o cão doméstico. Originários da Ásia, esses animais se encontram atualmente em estado selvagem na Austrália e sudeste asiático.

 

Fonte: Segredos do Mundo Animal


Deixe um comentário:

  

      

  

caracteres restantes.


Comentários:


Nenhum comentário.