Antigas - JARDINS SUSPENSOS DA BABILÔNIA

Nabucodonosor II foi rei da Babilônia de 605 a 562 antes de Cristo, em sucessão a seu pai, Nabopolassar. Assumindo o trono, ele deu continuidade às obras de restauração da cidade erguendo fortes muralhas ao seu redor, circundando-a de valos, edificando magníficos templos, construindo uma fortaleza para melhor garantir a segurança de seus súditos, e reformando todos os sistemas de irrigação de suas lavouras.

 

Até as primeiras décadas do século 19, a civilização babilônica só era conhecida através das citações bíblicas, mas a partir de 1899, quando expedições arqueológicas iniciaram uma exploração sistemática da região aonde presumidamente existira a cidade da Babilônia, ruínas de grandes construções arquitetônicas aos poucos foram sendo descobertas. Verificou-se, então, que os construtores daquele reino eram extremamente competentes no que faziam, mas como a escassez de madeira, ou a absoluta carência de pedras, os obrigava a utilizar o adobe (tijolo grande, não queimado e seco ao sol), suas obras infelizmente não resistiram ao tempo. Tal como aconteceu com a Torre de Babel, um imenso ziggurat de 90 metros de altura (monumento em forma de pirâmide escalonada, característico da arquitetura religiosa mesopotâmica, com rampas e escadarias dando acesso ao topo onde se erigia um santuário, mas também usado para guardar as provisões de cereais e observação dos astros), mandado erigir por Nabucodonor II.

 

Entre as inúmeras construções feitas por ordem do rei babilônico, incluíam-se os Jardins Suspensos, posteriormente relacionados entre as sete maravilhas do mundo antigo. Sobre eles nada se sabe de concreto porque até hoje nenhuma descrição detalhada chegou ao conhecimento dos pesquisadores, da mesma forma como deles também não foram encontrados nem mesmo alguns poucos vestígios arqueológicos, a não ser um poço fora do comum que parece ter sido usado para bombear água. O que existe são apenas especulações sobre as formas e dimensões que tinham, mas nenhuma que possa ser aceita como incontestável, definitiva.

 

Pela versão mais difundida, os jardins eram formados por seis montes de terra com terraços arborizados, apoiados em colunas de 25 a 100 metros de altura, aos quais se chegava por uma escada de mármore. Construídos por Nabucodonosor para agradar e consolar sua esposa preferida Amitis, que nascera em um reino vizinho, a Média, e se mostrava saudosa dos campos e florestas existentes em sua terra, eles também eram chamados de Jardins Suspensos de Semiramis, erguiam-se um em cima do outro, e eram irrigados pela água bombeada do rio Eufrates. Neles estavam plantadas árvores, flores tropicais e alamedas de altas palmeiras, e deles se podia admirar as belezas da cidade espalhada ao seu redor. Não se sabe quando e por quem foram destruídos, mas suspeita-se que isso tenha ocorrido na mesma época da destruição do palácio do rei, pois há boatos de que os jardins foram preparados sobre ele.

 

O mistério sobre os Jardins Suspensos da Babilônia gira em torno do fato de que as informações a seu respeito vêm de historiadores como Beroso, também astrônomo e astrólogo, filho da própria cidade, onde nasceu provavelmente em 330 antes de Cristo, que escreveu (280 a.C.) uma história das antiguidades da sua pátria, e da qual só são conhecidos fragmentos; ou do grego Diodorus, de Atenas, que viveu no século 4 antes de Cristo, e escreveu duas obras (Sobre os Demos da Ática e Sobre os Monumentos), cujos fragmentos constam do livro Historicum Graecorum Fragmenta. Em contrapartida, nos documentos do tempo de Nabucodonosor não existe qualquer referência aos Jardins Suspensos, embora sejam encontradas descrições dos palácios, da cidade e das muralhas. Mesmo os historiadores que deram descrições um pouco mais detalhadas dos Jardins Suspensos, nunca os viram.

 

Os estudiosos modernos argumentam que segundo os relatos antigos, quando os soldados de Alexandre, o Grande (356-323 a.C.), conquistaram as férteis terras situadas entre os rios Tigre e Eufrates, e viram a cidade de Babilônia, ficaram impressionados com o seu esplendor. Mais tarde, ao retornarem à terra natal, contaram histórias sobre fantásticos jardins e palmeiras que haviam admirado na Mesopotâmia, sobre o magnífico palácio de Nabucodonosor II, sobre a Torre de Babel e os inúmeros ziggurates lá existentes. Por isso os arqueólogos continuam alimentando a esperança de reunir evidências que lhes permitam concluir de forma definitiva sobre a exata localização dos Jardins, seu sistema de irrigação e sua verdadeira aparência.

 

No século 5 antes de Cristo, o grego Heródoto, conhecido como o pai da História, dizia que a Babilônia "ultrapassava em esplendor qualquer cidade do mundo conhecido". Mas em 539 antes de Cristo o império caldeu foi conquistado pelos persas e dois séculos mais tarde passou a ser dominado por Alexandre, o Grande, tornando-se parte da civilização helenística. Depois da morte de Alexandre (323 a.C.), a Babilônia deixou de ser a capital do império, iniciando, assim, a sua decadência. Sobre suas ruínas ergue-se hoje a cidade de Al-Hillah, a 160 quilômetros de Bagdá, a capital do Iraque.

 

Na Bíblia, em Isaias, profeta judeu cuja atividade decorreu de 740 a 701 antes de Cristo, encontra-se a predição da queda de Babilônia. Em 13:19/20, está escrito que “Então Babilônia, a pérola dos reinos, a jóia de que os caldeus tanto se orgulham, será destruída por Deus como Sodoma e Gomorra. Nunca mais será habitada, nem povoada, até o fim dos tempos”.

 

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Comentários:

  1.   Ramicyele diz:

    Muito bom!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!\r\n\r\nTiro 10 em o meu trabalho!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!\r\n\r\nMais com um defeito, é muita coisaaaaaaaaaaaa kkk mais está ótimo!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!