Outras - TORRE EIFFEL (França)
A Torre Eiffel, marco mais famoso de Paris, foi inaugurada em 31 de março de 1889 para abrilhantar a festa de centenário da Revolução Francesa, movimento armado que estabeleceu no país a soberania burguesa e perdurou até 09 de novembro de 1789, quando Napoleão Bonaparte instituiu o seu governo.
Como parte dessas comemorações as autoridades francesas planejaram a realização da "Exposition Universelle" - que ocorreu no período de 6 de Março a 31 de Outubro de 1889 -, incluindo no projeto do evento a construção de uma torre que serviria como portal de entrada para a área de quase um quilômetro quadrado no Campo de Marte (Champ de Mars), situado na região central de Paris, local escolhido para os festejos.
Decisão tomada, os organizadores anunciaram então o convite para que técnicos da área arquitetônica apresentassem projetos sobre a obra pretendida. Dessa concorrência participaram mais de cem profissionais do ramo, saindo vencedor o trabalho elaborado pelo engenheiro francês Alexandre Gustave Eiffel (1832-1923), que previa a montagem de uma estrutura metálica com trezentos metros de altura e peso aproximado de sete mil toneladas, que seria, na época de sua inauguração, a obra mais alta erguida pelo homem em todo o mundo (título que lhe pertenceu até 1930, quando foi suplantada pelo Chrysler Building, em Nova York, Estados Unidos, que tem 319 metros do chão até o topo).
Especializado na construção de pontes, Gustave Eiffel havia desenhado, alguns anos antes, a armação da Estátua da Liberdade, erguida no porto de Nova York, Estados Unidos, e inaugurada em 28 de outubro de 1886. A torre imaginada por ele seria uma estrutura de aço formada por um sistema de vigas cruzadas que tem o nome de treliça. Sua construção, iniciada em 1887, provocou protestos e críticas de parisienses e intelectuais franceses, mas a montagem das peças metálicas não foi interrompida. Durante os vinte e seis meses em que se trabalhou no levantamento da gigantesca armação metálica, o projetista contou com a colaboração de engenheiros, arquitetos e outros franceses notáveis, cujos nomes, 72 ao todo, foram gravados na construção em reconhecimento à contribuição dada por cada um deles na execução do projeto. O curioso é que essas gravações foram cobertas por tinta no início do século 20, o que só foi corrigido mais de meio século depois, em 1986.
A torre tem três plataformas acessíveis ao público por meio de escadas e elevadores: a primeira a 57 metros de altura; a segunda a 115 metros, e a terceira a 276 metros. Por cima da terceira plataforma, uma espécie de campanário sustenta, na junção dos seus quatro arcos, um farol encimado, por sua vez, por uma quarta plataforma que fica a 300 metros acima do solo, usada para diferentes fins. Nas duas primeiras os visitantes encontram o elegante restaurante Jules Verne, um cinema onde se pode ver o filme que relembra a história da construção, um pequeno museu de cera, e o mais importante, o maravilhoso e inigualável panorama da cidade que se estende a perder de vista, emocionando e seduzindo a quantos tenham oportunidade de apreciá-lo.
Ao ser levantada a Torre Eiffel não era considerada uma obra definitiva, razão pela qual o prazo de sua permanência no Campo de Marte estava vinculado ao término dos vinte anos previstos no contrato de utilização do terreno cedido à Exposição Universal. Assim sendo, ao chegar o ano de 1909 as autoridades parisienses pretenderam iniciar o seu desmanche, mas as antenas para transmissão radiofônica, colocadas em seu topo pela marinha francesa, acabaram salvando-a.
Daí em diante a magnífica estrutura carinhosamente chamada de “Dama de Ferro”, pouco a pouco foi consolidando sua posição de monumento mais procurado do mundo, recebendo atualmente, a cada ano, em torno de sete milhões de visitantes que buscam conhecer mais de perto todo o encanto que ela tem para mostrar. E para isso não se importam com o fato de encompridarem por muitos e muitos minutos as longas firmas formadas à porta dos elevadores que as conduzirão aos andares superiores.
Calcula-se que no decurso dos seus cento e tantos anos de existência cerca de 240 milhões de pessoas tão curiosas e interessadas quanto felizes e contentes, já a examinaram de alto a baixo, ou apreciaram a vista panorâmica que oferece. Entre elas os de disposição atlética que fazem questão de subir um a um seus 1.685 degraus; ou os suicidas desesperados; cujos problemas existenciais lhes trazem a desesperança e o sentimento de derrota definitiva; ou, ainda, os aventureiros e alpinistas amadores que tentam vencer seus 300 metros de altura como se estivessem enfrentando o majestoso Everest; e também os que desejam aproveitar o seu cenário para a produção de documentários e filmes, assim como aconteceu com um deles, protagonizado por James Bond, famoso herói de ficção. Até mesmo os vigaristas se servem da torre como palco e cenário de suas atividades desonestas, servindo como exemplo maior o que conseguiu vendê-la a um ingênuo comerciante de sucata.
Hoje, a Torre Eiffel ainda é o mais alto edifício de Paris, perdendo essa condição, dentro da França, apenas para o Viaduto de Millau, uma grande ponte suspensa por cabos, no sudoeste do país, concluída em 2004. Símbolo mais importante daquela nação, a torre faz parte do cenário caracterizado em dezenas de filmes passados na chamada “cidade-luz”. Propriedade do governo parisiense, é administrada pela “Sociedade Nova de Exploração da Torre Eiffel”, responsável pela renovação de sua pintura, a cada sete anos, com 50 toneladas de tinta aplicada por profissionais que dominam o esporte de escalada acrobática.
Iluminada por 352 projetores de 1.000 wats, 20.000 lâmpadas comuns, 800 luzes de festa, além de outros quatro projetores equipados com lâmpadas de 6.000 wats girando à noite, permanentemente, no cimo da estrutura, a “Dama de Ferro” proporciona um sentimento indescritível a todos que tenham o privilégio de conhecê-la de perto, razão pela qual é considerada como uma das diversas maravilhas construída pelo homem para embelezar ainda mais o mundo em que vive.





