Música - INSTRUMENTOS MUSICAIS DE PERCUSSÃO

Datam do Paleolítico, período da Pré-História que se iniciou há 500.000 anos, os instrumentos musicais mais antigos que se conhece: cabaças e chocalhos de casca de árvore cheios de sementes, dentes ou cascos de animais, que eram agitados ou percutidos com um bastão.

 

Em muitos sítios arqueológicos foram encontradas representações de pessoas dançando em torno de um tambor, além de objetos musicais, como toras de árvore fossilizadas (possivelmente usadas como tambores primitivos), e rochas sonoras de diversos tamanhos que eram dispostas sobre um tronco ou buraco no chão, usadas para produzir música melódica por percussão.

 

Em sua maioria os instrumentos de percussão são rítmicos, já que poucos deles podem ser considerados melódicos. Por isso são diferenciados, de maneira geral, em dois grupos distintos que são os de som determinado, e por isso mesmo capazes de produzir sons com vibrações regulares (as notas musicais), e os de som indeterminado, que não produzem notas, mas apenas ruídos.

 

Do primeiro grupo fazem parte o timbale (espécie de tambor metálico de forma hemisférica, que tem altura do som determinada pela tensão da pele que o cobre); o carrilhão (conjunto de sinos afinados em diferentes tons e percutidos por meio de teclas e pedal); os sinos (tubulares e de tamanho variado - 2,5 a 6cm de diâmetro e 1,20 a 1,80m de altura -, eles têm afinação determinada e são percutidos com um martelo); o xilofone (espécie de marimba com lâminas de madeira); a celesta (instrumento de percussão semelhante a um pequeno piano em que as cordas são substituídas por lâminas de aço); e o vibrafone (que é constituído por lâminas de aço cromadas, percutidas por baquetas e derivado da marimba mexicana).          

 

Já o segundo grupo agrupa o tambor (cilindro de madeira ou metal em cujas extremidades estão esticadas duas peles; quando uma das faces é percutida, geralmente com baquetas de madeira, a outra vibra por ressonância), o triângulo (pequena barra metálica de forma triangular, percutida por baqueta também metálica); os pratos (discos de metal com 50cm de diâmetro, tocados com uma vareta ou batidos um contra o outro); o tantã (instrumento constituído por uma espécie de prato metálico ou um aro com uma pele esticada, também chamado gongo) e as castanholas, formadas por duas peças de madeira fixadas no dedo polegar ou médio.

 

Mas além destes instrumentos (dos quais também se diz que são instrumentos de pancada), o setor de percussão de uma orquestra pode utilizar outros recursos para obter efeitos especiais, como o chicote, bigornas, queixadas, latas, canhões, entre outros, que produzem o som desejado através de golpes ou pancadas que são desferidas numa caixa ou superfície de ressonância.

 

Das formas de classificação de instrumentos musicais, esta é a menos precisa e a que possui a maior variedade, a maior parte dos quais possuem altura indefinida, ou seja, não podem ser precisamente afinados. Esses são utilizados primordialmente com função rítmica, como é o caso da maior parte dos tambores, o triângulo e os pratos. Os instrumentos de percussão de altura definida, como os xilofones, marimbas (na ilustração acima) podem ser utilizados com função melódica e harmônica. Embora haja uma variedade de instrumentos produzidos especificamente com essa finalidade, qualquer batuque feito com objetos comuns pode ser considerado como percussão.

 

É possível assim fazer a percussão em uma música utilizando tampas de panela, potes de alimento, mesas, cadeiras, caixas, talheres, pratos, copos e mesmo objetos mais complexos como máquinas de escrever.

 

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